Justiça nega habeas corpus a médico que arrastou companheira com carro em Belém

O caso ocorreu em outubro de 2025, na capital paraense, e envolve também as acusações de injúria real e fraude processual.

Publicado em 4 de maio de 2026 às 21:05

(Felipe Almeida Nunes)
(Felipe Almeida Nunes) Crédito: Redes Sociais/Instagram

A Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do médico Felipe Almeida Nunes. Ele é acusado de tentativa de feminicídio contra a companheira.

A decisão, relatada pela desembargadora Eva do Amaral Coelho, manteve a prisão preventiva do acusado. O caso ocorreu em outubro de 2025, na capital paraense, e envolve também as acusações de injúria real e fraude processual.

A defesa alegou constrangimento ilegal e sustentou que não haveria fundamentação suficiente para a manutenção da prisão. Os advogados destacaram ainda as condições pessoais favoráveis do médico, como residência fixa e ocupação lícita, e pediram a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.

Ao analisar o pedido, a relatora considerou que a prisão preventiva está devidamente justificada. Entre os motivos apontados estão a gravidade concreta dos fatos, o risco à integridade física e psicológica da vítima, a fuga do acusado logo após o crime e indícios de tentativa de manipulação dos fatos, incluindo suspeitas de autolesão para alterar a versão do ocorrido, o que poderia prejudicar a instrução processual.

Com a decisão, Felipe Almeida Nunes permanece preso.