Mãe cobra conclusão de investigação sobre morte de jovem durante operação da PF em Belém

Marcello Victor Carvalho foi morto em outubro de 2025, no Jurunas. Onze meses depois, família afirma que ainda aguarda respostas sobre o caso

Publicado em 20 de setembro de 2026 às 17:34

Marcello Victor Carvalho foi morto em outubro de 2025, no Jurunas. Onze meses depois, família afirma que ainda aguarda respostas sobre o caso
Marcello Victor Carvalho foi morto em outubro de 2025, no Jurunas. Onze meses depois, família afirma que ainda aguarda respostas sobre o caso Crédito: Reprodução 

Quase um ano após a morte de Marcello Victor Carvalho de Araújo, de 24 anos, durante uma ação da Polícia Federal em Belém, a família segue sem uma conclusão oficial sobre o caso. A mãe do jovem, Ana Suellen Carvalho de Araújo, voltou a cobrar publicamente o encerramento do inquérito que apura a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência.

Marcello morreu em 8 de outubro de 2025, dentro do apartamento onde morava, no bairro do Jurunas. Na ocasião, policiais federais cumpriam mandados da Operação Eclesiastes, que investigava um grupo suspeito de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O alvo da operação era outro homem, que acabou preso no imóvel.

Na época, a Polícia Federal informou que o jovem teria reagido à abordagem e entrado em confronto com os agentes. Desde então, a família contesta essa versão. A corporação abriu investigação interna, recolheu as armas utilizadas na ação e afastou temporariamente os policiais envolvidos. O Ministério Público Federal também instaurou um procedimento para acompanhar a apuração.

Entre os elementos analisados está o laudo de necropsia, que apontou que Marcello foi atingido por dois disparos. Segundo informações divulgadas pela defesa da família, um tiro de pistola atingiu a região do rosto, mas não teria sido a causa da morte. Já um disparo de fuzil provocou lesões em órgãos vitais e foi apontado como responsável pelo óbito.

A defesa sustenta que os resultados periciais levantam questionamentos sobre a dinâmica apresentada inicialmente pelos policiais. A definição das circunstâncias e de possíveis responsabilidades, no entanto, ainda depende da conclusão das investigações.

Em manifestação divulgada nesta semana, Ana Suellen afirmou que a demora prolonga o sofrimento da família e questionou a falta de respostas sobre o andamento do inquérito.

“São onze meses esperando que o Estado esclareça o que aconteceu e apresente uma conclusão para a investigação”, declarou.

A mãe afirma que não busca tratamento diferenciado, mas cobra transparência e celeridade na apuração. “Do outro lado desse inquérito existe uma família que perdeu um filho e continua aguardando respostas”, disse.