Publicado em 7 de junho de 2026 às 10:03
A mãe de José Arthur Souza Barros publicou neste sábado (6) uma carta aberta nas redes sociais em que faz um apelo emocionado pelo retorno do filho, desaparecido desde o dia 26 de março deste ano, na zona rural de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará.>
Na mensagem, Geyciara Souza relembra momentos vividos com o menino e descreve a angústia enfrentada pela família desde o desaparecimento. “Onde você está, meu filho? Quem está cuidando de você? Quem está te dando colo quando você chora de noite procurando a mamãe?”, escreveu. José Arthur tinha 1 ano e 9 meses quando desapareceu na Vila Peruana, localizada no Assentamento Lourival Santana. Segundo a família, ele brincava próximo à residência quando sumiu. Desde então, buscas com apoio das forças de segurança foram realizadas na região, mas a criança ainda não foi localizada.>
Em outro trecho da carta, a mãe faz um apelo direto a quem possa ter informações sobre o paradeiro do menino. “Pra quem levou meu filho: você está olhando pra foto de um bebê. Um bebê que tem mãe, que tem colo, que tem casa. Tenha temor a Deus. O choro de uma mãe chega no céu. Devolva meu José Artur”, escreveu.>
A publicação também pede o apoio da população na divulgação do caso. “Se vir o José Artur em qualquer lugar, ligue pra polícia. Disque 100. Disque 181. Não custa nada compartilhar. Pra mim, custa o mundo”, diz outro trecho da mensagem.>
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. De acordo com informações divulgadas anteriormente pelas autoridades, dezenas de pessoas já foram ouvidas e materiais apreendidos durante a apuração continuam sendo analisados.>
Ao encerrar a carta, Geyciara reafirma que não perdeu a esperança de reencontrar o filho. “José Artur, meu amor, a mamãe não vai desistir. A mamãe te espera com a mesma blusa do tubarão, com a mesma motoca vermelha, com o mesmo amor que só aumenta. Volta, filho. Deus vai nos honrar”, escreveu.>
O caso completou mais de dois meses sem respostas e continua mobilizando familiares, moradores da região e forças de segurança em busca de informações que possam levar ao paradeiro da criança.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Danielle Zuquim.>