Mais uma vez: médicos denunciam atraso salarial e medo de represálias por parte da Prefeitura de Belém

De acordo com os relatos, o atraso nos pagamentos tem afetado médicos que atuam em unidades localizadas em bairros como Tapanã, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 09:42

De acordo com os relatos, o atraso nos pagamentos tem afetado médicos que atuam em unidades localizadas em bairros como Tapanã, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro
De acordo com os relatos, o atraso nos pagamentos tem afetado médicos que atuam em unidades localizadas em bairros como Tapanã, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro Crédito: Agência Belém 

Profissionais que atuam em unidades de urgência e emergência de Belém denunciam atrasos salariais recorrentes e afirmam viver um cenário de insegurança diante da possibilidade de cobrar os pagamentos. Segundo relatos encaminhados ao Roma News, médicos que trabalham em UPAs e hospitais administrados por empresas terceirizadas estariam sem receber valores referentes a meses anteriores e evitam se identificar por medo de sofrer represálias ou até perder o emprego.

As denúncias chegaram ao portal por meio de mensagens enviadas por profissionais da área da saúde. De acordo com os relatos, o atraso nos pagamentos tem afetado médicos que atuam em unidades localizadas em bairros como Tapanã, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro. Ainda segundo as denúncias, a Prefeitura não estaria repassando os valores para as empresas terceirizadas.

“Infelizmente ninguém tem coragem de aparecer por conta das perseguições. Se reivindicar, perde o emprego”, afirmou um dos profissionais ouvidos pela reportagem.

Ainda segundo as denúncias, médicos que cobraram o pagamento de salários atrasados teriam sido retirados das escalas de trabalho. Eles também alegam que aguardam o recebimento de valores referentes ao mês de maio e que, até o momento, não receberam uma previsão concreta para a regularização dos pagamentos.

Os profissionais relatam que a situação tem provocado dificuldades financeiras para dezenas de trabalhadores. “Muitos são chefes de família. Os cartões estão zerados”, disse uma das fontes.

Outro ponto levantado pelos médicos é o modelo de contratação adotado por algumas empresas terceirizadas. Segundo os relatos, os profissionais são obrigados a assinar contratos que os tornam sócios das empresas responsáveis pela prestação dos serviços, o que, na avaliação deles, dificulta reivindicações trabalhistas futuras.

As denúncias também apontam que a Prefeitura de Belém estaria mantendo a abertura e ampliação de serviços de saúde enquanto os profissionais enfrentam dificuldades para receber pelos atendimentos já realizados.

A reportagem procurou Prefeitura de Belém e as empresas responsáveis pela gestão das unidades citadas para esclarecer os atrasos denunciados, informar a situação dos repasses financeiros e explicar quais medidas estão sendo adotadas para regularizar os pagamentos aos profissionais de saúde.