Em Belém, estudante de medicina é investigado por atuar sem diploma em hospital militar

A instituição declarou que conduz o caso “em estrita observância à legislação vigente” e reforçou o compromisso com “a legalidade, a ética, a transparência e a verdade”

Publicado em 23 de maio de 2026 às 18:25

Sede da Marinha em Belém do Pará
Sede da Marinha em Belém do Pará Crédito: Google Maps / Reprodução

A Marinha do Brasil instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar a suposta atuação irregular de um estudante de medicina em uma unidade hospitalar da instituição, em Belém. A informação foi divulgada neste sábado (23). O caso envolve Wesllem Henrique Piedade Mesquita, aluno da Universidade Federal do Pará (UFPA), que, segundo denúncias, teria exercido funções médicas sem concluir oficialmente a graduação.

Em nota, a Marinha informou que tomou conhecimento da situação no último dia 14 de maio, após receber informações solicitadas a outros órgãos. A instituição confirmou a abertura do IPM para apurar os fatos e afirmou que a investigação ocorre em conjunto com a UFPA e a Junta Militar de Recrutamento.

De acordo com denúncias, Wesllem teria chegado à etapa final do curso de medicina, mas ainda possuía pendências acadêmicas que impediam a conclusão oficial da graduação. Mesmo assim, ele teria atuado por meses em uma unidade vinculada à Marinha até que a situação fosse identificada.

A Marinha declarou ainda que conduz o caso “em estrita observância à legislação vigente” e reforçou o compromisso com “a legalidade, a ética, a transparência e a verdade”.

O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) também se manifestou e informou que situações envolvendo suposto exercício ilegal da medicina são de responsabilidade das autoridades policiais. A entidade ressaltou que atua apenas na fiscalização ética e profissional de médicos regularmente inscritos.