Mercado de São Brás completa 115 anos e ultrapassa marca de 600 mil visitantes em Belém

Requalificado para a COP 30, espaço se consolidou como um dos principais polos culturais, turísticos e gastronômicos da capital paraense

Publicado em 22 de maio de 2026 às 20:31

Mercado de São Brás, inaugurado em 1911.
Mercado de São Brás, inaugurado em 1911. Crédito: Rayana França/ Agência Belém.

O Mercado de São Brás completou 115 anos nesta quinta-feira (21) consolidado como um dos principais pontos de cultura, turismo e gastronomia de Belém. Desde a reinauguração, realizada em outubro do ano passado após a reforma para a COP 30, o espaço já recebeu mais de 600 mil visitantes.

Construído no início do século XX, o mercado possui arquitetura inspirada nos estilos neoclássico e art nouveau, com estrutura em ferro fundido e elementos decorativos da Belle Époque. O espaço foi idealizado pelo engenheiro Filinto Santoro e inicialmente recebeu o nome de Mercado Renascença, passando depois a ser chamado de Mercado de São Brás em homenagem ao santo cuja procissão tradicional passava pelo local.

A obra começou em 1º de maio de 1910 e o mercado foi inaugurado oficialmente em 21 de maio de 1911, tornando-se o terceiro grande mercado da capital paraense, após o Ver-o-Peso e o Mercado Francisco Bolonha.

Mais de um século depois, o espaço voltou a ganhar protagonismo ao ser completamente revitalizado para a realização da COP 30 em Belém. A reforma transformou o antigo prédio em um ambiente multifuncional voltado para gastronomia, cultura, turismo e convivência.

Atualmente, o mercado reúne mais de 80 espaços comerciais e se tornou um dos principais pontos visitados por turistas brasileiros e estrangeiros na capital paraense.

O local também passou a receber grandes eventos culturais. Em 2026, o tradicional concurso Rainha das Rainhas realizou pela primeira vez uma edição aberta ao público no mercado. Durante a COP 30, o espaço ainda recebeu a rainha Mary Donaldson, da Dinamarca, em um jantar oficial.

A revitalização do mercado nasceu de um concurso vencido pelo arquiteto Aurélio Meira e foi viabilizada com recursos da Itaipu Binacional, por meio do Governo Federal.

Além da nova estrutura, o mercado passou a contar com acessibilidade, sistema de exaustão e coleta seletiva. Segundo a administração, mais de 300 famílias trabalham atualmente no local.

“O Mercado de São Brás virou referência como ponto turístico, não só para os visitantes, mas um local de encontro para os moradores da capital”, afirmou o administrador Franklyn Nahun.

Desde a reabertura, o salão interno do mercado já recebeu cerca de 80 eventos, incluindo o lançamento de uma coleção da Natura e o anúncio oficial do Carnaval de Belém.

Na área externa, programações culturais são realizadas todos os fins de semana com apresentações de artistas paraenses. Mais de 200 artistas já passaram pelo espaço nos últimos meses.

O fluxo de visitantes também chama atenção. Segundo a administração, o mercado recebe entre 8 e 10 mil pessoas por fim de semana, fortalecendo a economia e a geração de renda. Os mais de 300 permissionários instalados no local geram diretamente mais de mil empregos.

“Agora estamos só no luxo, só na bênção. Melhorou muito a qualidade de trabalho”, afirmou a feirante Maria Luzia Ferreira Rodrigues, que trabalha há 45 anos no mercado vendendo frutas.

Hoje, o Mercado de São Brás reúne desde restaurantes sofisticados até feiras populares e atrações culturais voltadas para diferentes públicos, reforçando o espaço como um dos principais símbolos da identidade cultural de Belém.

com informações a Agência Belém.