Monte Cristo nega informação sobre fim das atividades; veja nota

Empresa afirma que segue em recuperação judicial e nega fim definitivo das operações após especulações nas redes sociais

Publicado em 26 de maio de 2026 às 09:30

Monte Cristo nega informação sobre fim das atividades; veja nota
Monte Cristo nega informação sobre fim das atividades; veja nota Crédito: Arquivo/Agência Belém

A Auto Viação Monte Cristo desmentiu, por meio de nota divulgada nas redes sociais, as informações sobre um suposto encerramento definitivo das atividades da empresa em Belém. A repercussão começou após publicações apontarem que a tradicional viação teria encerrado as operações depois de semanas marcadas por paralisações e redução da frota.

Segundo a defesa da empresa, a Monte Cristo enfrenta dificuldades financeiras, mas continua funcionando e atualmente passa por um processo de recuperação judicial. O posicionamento foi divulgado após a circulação de informações que indicavam o fechamento definitivo da companhia, que atua há décadas no transporte coletivo da capital paraense.

De acordo com o procurador judicial da empresa, a viação busca reorganizar as atividades para manter a operação das linhas atendidas em bairros como Pedreira, Sacramenta e Val de Cans, além de Marituba.

Em nota a empresa também informou que a Justiça determinou o retorno de pelo menos 50% da frota após a paralisação organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Pará (STTREPA). A decisão foi assinada pela desembargadora Alda Maria de Pinho Couto, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região.

Apesar do esclarecimento, passageiros seguem relatando dificuldades no serviço prestado pela empresa. Entre as principais reclamações estão atrasos constantes, ônibus lotados, redução da quantidade de veículos em circulação e paralisações frequentes causadas por impasses trabalhistas.

A crise da Monte Cristo se intensificou nos últimos anos após problemas financeiros afetarem a manutenção da frota e a regularidade das operações. Parte dos ônibus chegou a ser retirada de circulação devido a dívidas relacionadas a financiamentos, aumentando os transtornos enfrentados por usuários do transporte público em Belém.