Morre o jornalista paraense Carlos Mendes, o repórter da ‘Operação Prato’

Além de um grande jornalista, Mendes também era escritor e ufólogo.

Publicado em 31 de maio de 2026 às 14:05

Carlos Mendes tinha 76 anos e atualmente atuava como editor chefe em um portal de notícias de Belém.
Carlos Mendes tinha 76 anos e atualmente atuava como editor chefe em um portal de notícias de Belém. Crédito: Reprodução Redes Sociais

O jornalismo paraense perdeu neste domingo (31) Carlos Mendes, nome que se tornou referência no jornalismo do estado. Além de jornalista, Mendes era escritor e ufólogo, ficando conhecido como o “repórter da Operação Prato”.

O profissional enfrentava um câncer no cérebro e estava internado em um hospital de Belém, após uma cirurgia. Uma campanha de doação de sangue chegou a mobilizar amigos e familiares nas redes sociais, mas na manhã deste domingo, Carlos não resistiu.

Repórter da Operação Prato

Carlos Mendes tinha 76 anos e atualmente trabalhava como editor chefe em um portal de notícias de Belém, até iniciar o tratamento, há cerca de dois meses. Mas foi na década de 70 que o jornalista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira, acompanhando uma das maiores operações ligadas à ufologia no Brasil.

O livro “Luzes do Medo – Relato de um Repórter na Operação Prato”, lançado por Mendes em 2019, traz detalhes da missão do 1° Comando Aéreo Regional da Aeronáutica, que com a ajuda dos EUA, investigou entre 1977 e 1978, aparições de luzes misteriosas, objetos voadores não identificados (Ovnis) e supostos ataques nos municípios de Colares, Santo Antônio do Tauá, Vigia, Viseu e na ilha do Mosqueiro, em Belém.

Meses antes da Operação Prato ser deflagrada, o jornalista investigou os casos de pessoas que relatavam perda de sangue e marcas na pele iguais a furos produzidos por agulhas, e que afirmavam a existência de uma suposta criatura que ficou conhecida como “chupa-chupa”.

Nas redes sociais, o Sindicato de Jornalistas no Estado do Pará (SINJOR-PA) lamentou a perda para o jornalismo paraense.