Motociclista questiona agente de trânsito com identificação encoberta durante abordagem em Belém

Condutor reclamou que o nome do agente estava tampado por uma câmera no colete; reportagem pediu posicionamento da Segbel sobre a situação.

Publicado em 14 de março de 2026 às 18:52

(Vídeo mostra momento em que suspeito é baleado e morre após troca de tiros com a PM em Ananindeua)
(Vídeo mostra momento em que suspeito é baleado e morre após troca de tiros com a PM em Ananindeua) Crédito: @fabricio.gomess via Tiktok 

Um motociclista se revoltou durante uma abordagem realizada por agentes de trânsito em Belém após perceber que um dos servidores estava com a identificação encoberta no colete. A situação ocorreu no momento em que o condutor teria sido autuado por uma suposta irregularidade.

Durante a fiscalização, o motociclista passou a questionar o fato de que o nome do agente não estava visível, pois a identificação estaria tampada por uma câmera acoplada ao colete do servidor. Nas imagens, o condutor afirma que a situação estaria irregular e reclama que não seria possível saber quem estava realizando a autuação.

Ainda segundo o relato, outro agente que acompanhava a abordagem estava com a identificação exposta corretamente no uniforme.

De acordo com princípios da administração pública e normas de identificação funcional adotadas por diversos órgãos de fiscalização, os agentes em serviço devem portar identificação funcional visível, justamente para garantir transparência e permitir que o cidadão saiba quem está realizando a abordagem ou fiscalização.

A identificação facilita, por exemplo, eventuais registros de reclamações, denúncias ou elogios relacionados à atuação do servidor público.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel) para saber se há orientação específica para que a identificação dos agentes de trânsito permaneça sempre visível, mesmo quando utilizam equipamentos como câmeras corporais, e aguarda posicionamento do órgão.