Publicado em 20 de maio de 2026 às 19:26
O Ministério Público do Pará instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar supostas fraudes envolvendo terrenos localizados às margens da PA-444, na Estrada do Atalaia, e na Praia do Cocal, em Salinópolis. As informações foram divulgadas pelo portal O Antagônico.
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Segundo o portal, a investigação conduzida pelo promotor Maurim Lameira Vergolino apura possíveis crimes de estelionato, corrupção ativa, associação criminosa, uso de documento falso e irregularidades envolvendo registros públicos relacionados a áreas onde atualmente funciona o conglomerado hoteleiro Aqualand Salinas.>
De acordo com a publicação, entre os investigados estão empresários, incorporadoras, empresas ligadas ao grupo Aqualand e antigos responsáveis pelo antigo Cartório Oliveira, em Salinópolis.>
Ainda conforme O Antagônico, o Ministério Público aponta suspeitas de aquisição fraudulenta de terrenos que posteriormente passaram a ser utilizados para comercialização de lotes, apartamentos em multipropriedade, serviços de hotelaria e parque aquático.>
A investigação também cita uma ação penal já em andamento envolvendo empresários e antigos integrantes do cartório do município. Segundo o MP, os investigados são acusados de centenas de crimes de estelionato relacionados à venda de áreas consideradas litigiosas ou pertencentes a terceiros.>
Trechos do procedimento citados pelo portal apontam que parte dos imóveis teria sido transferida por meio de documentos supostamente fraudulentos, incluindo escrituras públicas contestadas judicialmente.>
O Ministério Público também investiga se empresas ligadas ao grupo Aqualand teriam operado em terrenos que seriam alvo das irregularidades apuradas.>
Segundo o documento divulgado por O Antagônico, os investigadores analisam ainda a hipótese de que empreendimentos do grupo possam representar “produto ou proveito” de crimes já investigados em outra ação penal.>
A apuração também envolve suspeitas de falsidade ideológica em documentos públicos e possíveis crimes de corrupção passiva atribuídos a antigos responsáveis pelo Cartório do Único Ofício de Salinópolis.>
Até o momento, não houve manifestação pública dos citados na investigação sobre o caso.>