Mulher é investigada após criar cão doente por Inteligência Artifical e aplicar golpes em Marabá

O caso veio à tona na sexta-feira (17), após denúncias que levantaram dúvidas sobre a veracidade da campanha divulgada nas redes sociais

Publicado em 18 de abril de 2026 às 10:01

Viatura da Polícia Militar -
Viatura da Polícia Militar - Crédito: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Uma mulher é investigada pela Polícia Civil, por suspeita de aplicar golpes utilizando um suposto animal doente como justificativa para arrecadar dinheiro em Marabá, no sudeste paraense. O caso veio à tona na sexta-feira (17), após denúncias que levantaram dúvidas sobre a veracidade da campanha divulgada nas redes sociais.

Conforme a polícia, a suspeita teria recorrido ao uso de ferramentas de inteligência artificial para criar a imagem de um animal inexistente e, por meio deste material, ela passou a promover a venda de rifas, alegando que os valores arrecadados seriam destinados ao custeio de uma cirurgia veterinária.

Conforme o delegado Rodrigo Gonçalves, da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, informou que a fraude começou a ser descoberta após uma clínica veterinária procurar a delegacia. O estabelecimento relatou ter sido procurado por pessoas em busca de informações sobre o suposto animal internado, o que chamou a atenção para a possível inconsistência da história.

Ainda segundo o delegado, as vítimas relataram que havia uma campanha nas redes sociais pedindo ajuda financeira para um animal que estaria em tratamento, mas, durante a investigação, foi constatado a inexistência de qualquer registro desse paciente na clínica citada nas campanhas.

Ainda segundo a autoridade policial, a mulher está grávida e, como não houve registro de transação financeira recente que configurasse flagrante, ela foi ouvida e liberada. A investigação segue em andamento, com a análise de dados extraídos de aparelhos celulares, o que deve embasar o indiciamento por estelionato.

A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência e tentar o ressarcimento dos valores. O delegado também alertou para o aumento de crimes desse tipo no país.

"Essas fraudes digitais têm se tornado cada vez mais comuns. Quando conseguimos identificar os envolvidos, atuamos de forma direta. No entanto, em muitos casos, os criminosos utilizam técnicas de engenharia social e até dados de terceiros para dificultar a identificação", destacou o delegado.