Mulher é presa por comércio irregular de canetas emagrecedoras e anabolizantes em Paragominas

Polícia apreendeu 190 comprimidos de oxandrolona, além de ampolas e canetas para emagrecimento e ganho de massa.

Publicado em 8 de outubro de 2026 às 16:23

Polícia apreendeu 190 comprimidos de oxandrolona, além de ampolas e canetas para emagrecimento e ganho de massa.
Polícia apreendeu 190 comprimidos de oxandrolona, além de ampolas e canetas para emagrecimento e ganho de massa. Crédito: Reprodução/PCPA

Uma mulher foi presa em flagrante na quarta-feira (7), em Paragominas, no sudeste do Pará, suspeita de vender produtos utilizados para emagrecimento e ganho de massa muscular sem regularização sanitária. A prisão foi realizada por agentes da 13ª Seccional Urbana da Polícia Civil após uma denúncia anônima apontar a comercialização das substâncias no município.

Segundo a polícia, a informação recebida indicava ainda que uma nova remessa havia chegado ao imóvel naquele dia. Os investigadores foram até o endereço e, durante a averiguação, encontraram diversos produtos, entre eles itens identificados como tirzepatida e retatrutida, além de anabolizantes e outras substâncias de uso estético.

Ao todo, foram apreendidas duas canetas com a identificação “Retatrutida 40 mg”, 14 ampolas descritas como tirzepatida, uma ampola identificada como Masteron (drostanolona), outra sem identificação e duas com pó rotulado como GHK-Cu. Os policiais também recolheram seis seringas com uma solução ainda não identificada, 77 seringas vazias, 12 ampolas vazias, 14 caixas e um bloco de anotações.

A apreensão incluiu ainda 190 comprimidos de oxandrolona, distribuídos em 19 cartelas. Conforme o relato policial, a suspeita admitiu que comercializava os produtos. Ela foi detida e levada para a 13ª Seccional Urbana, junto com todo o material encontrado no imóvel.

A ocorrência chama atenção para os riscos relacionados à comercialização de substâncias para emagrecimento fora dos canais autorizados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem adotado medidas contra produtos irregulares que apresentam em seus rótulos substâncias como tirzepatida e retatrutida.

No caso da retatrutida, a situação é diferente da tirzepatida: a substância ainda está em fase de pesquisa e não possui aprovação para uso como medicamento. Por isso, produtos vendidos com essa identificação fora de pesquisas autorizadas não têm garantia sanitária quanto à composição, concentração ou qualidade.

A tirzepatida, por outro lado, possui medicamentos registrados no Brasil. Um deles é o Mounjaro, indicado para condições específicas e sujeito a prescrição e controle sanitário. Desde 2025, medicamentos agonistas do receptor GLP-1, incluindo a tirzepatida, passaram a ter regras mais rígidas para venda, com retenção da receita nas farmácias.

O material recolhido durante a ocorrência deverá ser encaminhado para análise. A perícia poderá apontar quais substâncias estão efetivamente presentes nos produtos, além de verificar a procedência e as condições de regularização de cada item.

A investigação da Polícia Civil deve continuar para esclarecer a origem dos produtos, como eles chegaram até Paragominas e se havia outras pessoas envolvidas na comercialização. A mulher permanece à disposição da Justiça.