Publicado em 30 de julho de 2026 às 07:54
Um homem natural de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, foi preso nesta quarta-feira (29), em Florianópolis (SC), suspeito de participar de um violento ataque contra um vendedor ocorrido em junho deste ano. Além do roubo e das agressões, a investigação aponta que a vítima também foi alvo de ofensas de cunho homofóbico durante a ação criminosa.>
O preso foi identificado como Thiago Lima de Souza Figueiredo, de 26 anos. A captura ocorreu durante uma operação conjunta realizada pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriram mandados judiciais relacionados ao caso. Um segundo mandado de prisão ainda não foi executado, e as buscas pelo outro investigado continuam.>
A ofensiva foi coordenada pelo 22º Batalhão da Polícia Militar, com apoio do Setor de Investigação e Capturas (SIC) do Continente. As equipes monitoravam endereços ligados aos suspeitos desde junho. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão. As buscas resultaram na apreensão de materiais que agora passam por análise da investigação.>
Segundo as apurações, Thiago integra o grupo suspeito de espancar um vendedor de 44 anos no bairro Itaguaçu, em Florianópolis. A vítima relatou que foi abordada por um dos criminosos, que exigiu dinheiro e o telefone celular. Após se recusar a entregar os pertences, passou a ser agredida por cerca de seis homens, que desferiram socos e chutes.>
Durante as agressões, os suspeitos também teriam feito insultos relacionados à orientação sexual da vítima. Conforme o depoimento prestado às autoridades, um dos integrantes do grupo afirmou que o homem seria espancado e morto por ser homossexual. Além da violência física, os criminosos fugiram levando um par de tênis e a chave da residência da vítima.>
O vendedor sofreu diversos ferimentos, incluindo cortes profundos no rosto, e afirmou acreditar que o ataque foi motivado por preconceito. O caso ganhou grande repercussão em Santa Catarina e passou a ser investigado com atenção pelas forças de segurança.>
As investigações reuniram informações produzidas pelo setor de inteligência da Polícia Militar, que identificou os suspeitos e encaminhou os elementos à Polícia Civil. Com base nas provas coletadas, o SIC do Continente solicitou as medidas cautelares que foram autorizadas pela Justiça.>
Os objetos recolhidos durante o cumprimento dos mandados serão periciados e poderão contribuir para a identificação de outros envolvidos. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o grupo atuava de forma organizada na região e não descarta novas prisões.>
O inquérito segue em andamento e será encaminhado ao Ministério Público após a conclusão das investigações. Enquanto isso, as equipes continuam as diligências para localizar o segundo suspeito que permanece foragido.>