Publicado em 14 de julho de 2026 às 19:27
A OAB-PA informou que acompanha o caso de um advogado que foi preso em flagrante na madrugada de domingo (12), em Salinópolis, no nordeste do Pará. Ele foi liberado na tarde de segunda-feira (13), após passar por audiência de custódia.
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De acordo com informações divulgadas pela própria OAB-PA, o caso começou após um acidente registrado na praia durante a madrugada. Segundo o relato apresentado pela entidade, o advogado fazia uma manobra de marcha à ré quando atingiu uma policial militar, que sofreu ferimentos leves. Ela e o marido, também policial militar, foram levados pelo advogado para atendimento médico.>
Ainda conforme a OAB-PA, durante o trajeto até o hospital houve um desentendimento entre o advogado e o policial. Depois disso, o veículo acabou se envolvendo em uma colisão com outro carro. O prejuízo teria sido pago no local e a viagem seguiu normalmente.>
Mais adiante, o advogado foi abordado em uma blitz de trânsito e submetido ao teste do bafômetro. Após o resultado do exame, ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Salinópolis, onde foi autuado em flagrante.>
Na audiência de custódia, o juiz Antônio Carlos Moitta Koury concedeu liberdade provisória ao advogado. Na decisão, o magistrado determinou a preservação de imagens, gravações, registros e outros documentos relacionados ao caso. Também determinou o envio de cópias do processo para a Corregedoria da Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Pará e a OAB-PA.>
Após a manifestação da OAB-PA, o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol-PA) divulgou uma nota de repúdio às declarações feitas pela entidade sobre o caso. Em vídeo publicado nas redes sociais do sindicato, o presidente Ednaldo Santos afirmou que os policiais civis que atuaram na ocorrência agiram dentro da legalidade.>
Segundo o dirigente sindical, o advogado teria cometido um ilícito penal ao atropelar dois policiais militares e deixar o local. Ele afirmou ainda que o suspeito foi localizado e contido por agentes do Departamento de Trânsito do Estado (Detran) antes de ser conduzido à delegacia pela Polícia Civil.>
No vídeo, Ednaldo Santos também declarou que o advogado teria resistido à prisão e se recusado a ser algemado, o que, segundo ele, justificou o uso da força pelos policiais. O presidente do sindicato negou que tenha havido abuso de autoridade durante a ocorrência e afirmou que a atuação dos agentes ocorreu em razão da resistência apresentada pelo advogado.>
O caso segue sob apuração dos órgãos competentes.>
Com informações do Uruá Tapera >