Operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro prende seis suspeitos, incluindo servidores públicos, no Pará e Ceará

Investigação cumpriu mandados em quatro municípios, apreendeu armas, munições e anabolizantes.

Publicado em 5 de novembro de 2026 às 13:58

Investigação cumpriu mandados em quatro municípios, apreendeu armas, munições e anabolizantes.
Investigação cumpriu mandados em quatro municípios, apreendeu armas, munições e anabolizantes. Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal realizou, na manhã de quarta-feira (4), a Operação Linha Sombria, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em municípios do Pará e do Ceará e terminou com seis pessoas presas, entre elas dois servidores públicos. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens e valores dos investigados e de uma empresa suspeita de ligação com o grupo.

As equipes cumpriram mandados em Belém, Ananindeua e Vigia, no Pará, e em Fortaleza, no Ceará. Ao todo, foram expedidas sete ordens de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, cinco mandados de prisão foram cumpridos e dois servidores públicos foram presos em flagrante; um no Ceará, por porte ilegal de arma de fogo, e outro em Belém, após a apreensão de anabolizantes armazenados ilegalmente.

Nas buscas, os agentes encontraram quatro pistolas, um revólver, duas espingardas calibre 12, munições e substâncias anabolizantes. As apreensões fazem parte das diligências para reunir provas sobre as atividades atribuídas aos investigados e identificar outros possíveis envolvidos.

Os agentes encontraram quatro pistolas, um revólver, duas espingardas calibre 12, munições e substâncias anabolizantes.
Os agentes encontraram quatro pistolas, um revólver, duas espingardas calibre 12, munições e substâncias anabolizantes. Crédito: Divulgação/PF

O inquérito teve início em agosto de 2024, após a prisão em flagrante de um homem que transportava drogas, cigarros estrangeiros contrabandeados e aparelhos celulares. A partir desse episódio, a PF identificou uma estrutura criminosa que atuaria em diferentes etapas do esquema, desde as negociações até a distribuição dos entorpecentes.

Segundo as investigações, o grupo também recorria a contas bancárias de terceiros, os chamados “laranjas”, para esconder a origem dos valores obtidos com as atividades ilegais. Uma empresa também teria sido utilizada para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Os suspeitos poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa.