Publicado em 6 de maio de 2026 às 12:29
A Polícia Civil do Pará prendeu quatro pessoas investigadas por envolvimento em um esquema criminoso ligado ao roubo de cargas de dendê no interior do estado. As prisões ocorreram na terça-feira (5), durante a operação “Safra Vermelha”, coordenada por equipes especializadas da corporação.>
A ação mobilizou agentes da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos, Diretoria de Polícia Especializada, Núcleo de Inteligência Policial e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada em várias etapas do crime, desde o roubo da produção até a movimentação financeira do dinheiro obtido ilegalmente.>
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram ainda em janeiro de 2025 após análises realizadas em redes sociais. A ostentação de alto padrão de vida por parte de alguns suspeitos chamou a atenção dos investigadores e deu início ao aprofundamento das apurações.>
As investigações apontaram que o esquema criminoso possuía divisão de funções e ligação com facções atuantes na região. Um dos suspeitos, morador de Concórdia do Pará, é apontado como responsável pela movimentação financeira do grupo e teria movimentado mais de R$ 2 milhões oriundos da comercialização ilegal do dendê.>
Outro investigado, residente em Belém, teria atuado como operador financeiro da organização, recebendo e redistribuindo os valores para integrantes do grupo criminoso. A polícia também identificou um terceiro suspeito envolvido em extorsões, invasões de terras e participação em um homicídio registrado na região de Quatro Bocas, no município de Tomé-Açu.>
Segundo os investigadores, o quarto preso participava diretamente da logística do esquema, atuando no transporte e comercialização do dendê roubado, além de integrar a rede de distribuição dos recursos ilícitos.>
A Polícia Civil informou ainda que o grupo utilizava contas bancárias de terceiros e estratégias de pulverização financeira para dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte da carga roubada era inserida no mercado formal para dar aparência de legalidade ao produto e esconder a origem criminosa da mercadoria.>
Os quatro investigados foram levados para a unidade policial, passaram pelos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.>