Publicado em 15 de setembro de 2026 às 10:45
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Sonar para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais no Pará. Um dos investigados foi preso em flagrante após ser encontrado com mais de R$1,2 milhão em dinheiro, sem comprovar a origem dos valores.>
A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e apura suspeitas envolvendo uma empresa pública federal com sede em Belém. Entre os crimes investigados estão corrupção, cobrança de vantagens indevidas, direcionamento de contratos e lavagem de dinheiro.>
Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. As ordens são cumpridas em endereços residenciais, comerciais e institucionais.>
Além do dinheiro, os agentes apreenderam joias e veículos de luxo. Os bens serão analisados para verificar se são compatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Documentos e dispositivos eletrônicos também foram recolhidos e serão periciados.>
A Justiça determinou o afastamento de 12 servidores públicos. Eles também estão proibidos de acessar as dependências e os sistemas da empresa investigada e de manter contato entre si ou com fornecedores.>
Também foi determinado o bloqueio de R$17 milhões em bens e valores. A medida busca garantir a recuperação dos recursos e uma possível reparação aos cofres públicos.>
Os sigilos bancário e fiscal de 35 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, foram afastados. Contratos e cessões de uso vinculados às empresas sob suspeita também foram suspensos.>
De acordo com as investigações, fornecedores que já haviam prestado serviços teriam enfrentado retenção de pagamentos e sido pressionados a entregar valores em espécie para conseguir a liberação das faturas.>
A PF também apura o possível direcionamento de contratações por meio da criação artificial de situações emergenciais para beneficiar empresas previamente escolhidas.>
Outra frente da investigação busca identificar o uso de empresas sem estrutura operacional e de terceiros para ocultar ou disfarçar valores que teriam sido obtidos com os crimes.>
Os investigados podem responder, por organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, crimes em licitações e contratos administrativos, falsidade ideológica e lavagem de capitais.>
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e calcular o prejuízo causado aos cofres públicos.>