Operação ‘Escudo Feminino’ mobiliza quase 900 agentes no combate à violência contra mulheres no Pará

Segunda fase da ação ocorre em mais de 80 municípios com fiscalização de medidas protetivas e reforço no atendimento às vítimas

Publicado em 18 de maio de 2026 às 22:25

Governadora Hana Ghassan.
Governadora Hana Ghassan. Crédito: Marcelo Lelis/Agência Pará

A segunda fase da operação “Escudo Feminino” começou nesta segunda-feira (18) em mais de 80 municípios do Pará com foco no combate à violência contra a mulher e na fiscalização de medidas protetivas. A ação segue até terça-feira (19) e mobiliza 894 agentes das forças de segurança em todas as regiões do estado.

O ponto de partida da operação ocorreu no estacionamento do Mangueirão, em Belém.

Durante os dois dias de operação, equipes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica, Secretaria de Administração Penitenciária e outros órgãos vinculados à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social irão atuar em rondas ostensivas, monitoramento, investigações e acompanhamento de mulheres com medidas protetivas.

Entre as ações previstas estão 170 visitas para fiscalização de medidas protetivas, além de 570 averiguações de ocorrências registradas pelo 190 e pela plataforma “SOS Mulher 190”.

A governadora Hana Ghassan afirmou que o objetivo da operação é reforçar a proteção às mulheres no estado.

“A violência contra a mulher será combatida de forma efetiva. Nosso compromisso é fazer com que as mulheres paraenses se sintam protegidas”, declarou.

O secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, destacou a atuação integrada das forças de segurança.

“Essa operação é uma demonstração clara de que o Estado não tolera violência contra a mulher e de que os agressores sentirão o rigor da lei”, afirmou.

A operação ocorre simultaneamente nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública e também conta com reforço nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam).

Outra frente da ação é o uso das chamadas “lanchas rosas”, utilizadas em Belém e no município de Breves para ampliar o atendimento especializado à população ribeirinha.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária também atua por meio da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico, criando zonas de exclusão para monitorados por violência doméstica.

Já a Polícia Científica do Pará irá priorizar exames e perícias relacionados aos casos de violência doméstica, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar do Pará ficará responsável pelo atendimento pré-hospitalar em situações emergenciais.

Segundo o balanço da primeira fase da operação, realizada em abril deste ano, foram registradas 23 prisões em flagrante e mais de 2,6 mil atendimentos a mulheres em todo o Pará.

A ação também reforça o uso da plataforma “SOS Mulher – Proteção Sem Palavras”, lançada em abril deste ano. O sistema permite que mulheres cadastradas acionem o 190 e sejam identificadas automaticamente pelas equipes de segurança, mesmo sem comunicação verbal.