Orgão ambiental nega baleamento de criança e diz que helicóptero prestou socorro durante operação

Instituto afirma que homem atingido por estilhaços durante abordagem está fora de perigo e informa que criança atendida na ação sofreu apenas uma crise asmática.

Publicado em 29 de junho de 2026 às 18:19

(Orgão ambiental nega baleamento de criança e diz que helicóptero prestou socorro durante operação)
(Orgão ambiental nega baleamento de criança e diz que helicóptero prestou socorro durante operação) Crédito: Reprodução/Redes Sociais 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou, nesta segunda-feira (29), uma nota de esclarecimento sobre a operação de combate ao garimpo ilegal realizada na Floresta Nacional de Jamanxim, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O órgão informou que está apurando os acontecimentos registrados durante a ação e rebateu informações falsas que circularam nas redes sociais sobre uma suposta criança baleada.

De acordo com a apuração preliminar do ICMBio, durante a fiscalização, uma equipe abordou um caminhão-prancha que transportava uma máquina do tipo “PC”, utilizada em atividades de garimpo ilegal. Segundo o instituto, o condutor do veículo, que prestava serviço ao garimpo, desobedeceu à ordem de parada.

Ainda conforme a nota, policiais militares que participavam da operação efetuaram um disparo de advertência. Estilhaços atingiram de raspão a perna de um dos ocupantes do caminhão.

A vítima foi socorrida imediatamente, sendo transportada de helicóptero e, posteriormente, de ambulância até o hospital mais próximo. O ICMBio informou que a pessoa está em estado estável e não corre risco de morte.

O instituto também esclareceu que a criança levada por garimpeiros durante a ocorrência não foi atingida por disparos. Segundo o órgão, ela recebeu atendimento devido a uma crise asmática.

Na nota, o ICMBio classificou como falsas as informações de que a criança teria sido ferida por tiro durante a operação. O órgão afirma que esses boatos têm o objetivo de perturbar a ordem pública e informou que os responsáveis pela divulgação das notícias falsas poderão ser investigados e responder à Justiça.