Pará apresenta potencialidades da Amazônia e defende descarbonização conjunta no Fórum Brasil África

Em participação especial na 11ª edição do Fórum Brasil África, o governador Helder Barbalho apresentou, nesta terça-feira, 31, em São Paulo, as potencialidades da Amazônia para autoridades, especialistas e investidores brasileiros e africanos que participam do Fórum. Governador também defendeu uma aliança entre a...

Publicado em 26 de junho de 2024 às 12:54

Em participação especial na 11ª edição do Fórum Brasil África, o governador Helder Barbalho apresentou, nesta terça-feira, 31, em São Paulo, as potencialidades da Amazônia para autoridades, especialistas e investidores brasileiros e africanos que participam do Fórum. Governador também defendeu uma aliança entre a Amazônia e países africanos na cobrança de players globais no financiamento do mercado de crédito de carbono. 

'Estamos dialogando sobre as semelhanças, desafios e oportunidades do Brasil com os países africanos, e particularmente a Amazônia, com a sua floresta tropical, com as oportunidades da bioeconomia, da valorização da floresta viva, da geração de empregos verdes para cuidar das pessoas, das oportunidades para a agricultura familiar, dos povos extrativos, também dos povos tradicionais, indígenas e quilombolas', ponderou Helder Barbalho.

Helder Barbalho também falou sobre a neutralização do carbono e destacou que os países africanos também possuem o mesmo desafio para transição do uso do solo com preservação da floresta viva. O governador defendeu que financiamentos climáticos globais também assegurem inclusão e oportunidades para os moradores das florestas. 'Acredito, defendo e luto que a floresta em pé, a floresta viva, é, certamente, o que há de mais importante nos biomas de nossos países', cravou.

O governador Helder Barbalho também aproveitou para destacar potencialidades do Pará. 'Essa é uma oportunidade para apresentarmos aquilo que o Estado do Pará está fazendo e convocar investimentos, investidores e oportunidades para que nós possamos cada vez mais fortalecer o Brasil, fortalecer a Amazônia e fortalecer o Estado do Pará', completou o chefe do Poder Executivo estadual paraense.

Promovida pelo Instituto Brasil África, entidade presidida por João Bosco Monte, doutor em educação pela Universidade Federal do Ceará e um dos maiores especialistas do país no tema, o fórum pretende estreitar relações comerciais e institucionais entre brasileiros e africanos. 'O objetivo principal do fórum é a troca de experiências entre os países e a busca de boas iniciativas, parcerias e oportunidades de negócios e comércio em várias áreas', esclarece Monte.

O Fórum Brasil África vai debater, até esta quarta-feira, 01, as inúmeras oportunidades no continente africano para empresas brasileiras, em áreas como agricultura, indústria, infraestrutura, energia, esportes, turismo, tecnologia e gastronomia, entre outras.

De acordo com os organizadores, entre os participantes estão o chanceler Mauro Vieira, o assessor especial Celso Amorim, o presidente da Apex Brasil, Jorge Vianna, e o presidente do Afreximbank, Benedict Oramah, além de Ngozi Okonjo-Iweala e Yonov Fred Agah, respectivamente diretor-geral e chefe negociador da Nigerian Office of Trade Negotiations; Sergio Gusmão Suchodolski, sênior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais; Nicolas Kazadi, ministro das Finanças da República Democrática do Congo (RDC); e Martin Mbeng, embaixador da República do Cameroun em Brasília e decano dos embaixadores africanos no Brasil.

África - Conforme levantamento mais recente do Instituto Brasil África, o continente africano é o segundo mais populoso, com a maior taxa de crescimento populacional, o que indica o potencial do mercado consumidor da região, que deve alcançar quase 2,5 bilhões de habitantes em 2050, representando um quarto da população mundial.

O African Export-Import Bank (Afreximbank) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam crescimento de 3,5% do continente africano em 2023, com o apoio dos preços das commodities, pela recuperação econômica pós-covid e pelo dinamismo das economias emergentes locais. O continente africano é alvo de investimento externo direto (IED), tendo alcançado taxa recorde em 2021 de US$ 84 bilhões.

Fonte: Agência Pará