Pará cria 4,7 mil empregos em fevereiro e indica retomada do mercado formal em 2026

Após início negativo em janeiro, Estado registra recuperação puxada pelo setor de serviços, mas ainda em ritmo menor que o observado no ano passado

Publicado em 2 de abril de 2026 às 11:18

Pará cria 4,7 mil empregos em fevereiro e indica retomada do mercado formal em 2026
Pará cria 4,7 mil empregos em fevereiro e indica retomada do mercado formal em 2026 Crédito: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O mercado de trabalho formal no Pará começou 2026 com oscilações, mas já dá sinais de recuperação. É o que aponta levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA), com base nos dados do Novo CAGED, do Ministério do Trabalho.

Depois de um saldo negativo de 270 postos em janeiro — resultado de 40.732 admissões contra 41.002 desligamentos —, o Estado apresentou reação em fevereiro, com a criação de 4.701 empregos formais. No período, foram registradas 43.458 contratações e 38.757 demissões.

Apesar do desempenho positivo, o ritmo de geração de empregos ainda é menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 9.667 postos.

A recuperação de fevereiro foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, responsável pela criação de 2.509 vagas. Na sequência aparecem comércio (1.203), indústria (589) e construção civil (510). A agropecuária foi o único segmento com resultado negativo, com perda de 110 postos de trabalho.

Segundo o DIEESE/PA, o avanço indica uma retomada mais disseminada entre os setores urbanos, com destaque para o dinamismo das atividades de serviços.

No cenário nacional, o Pará ocupou a 12ª posição no ranking de geração de empregos formais em fevereiro. Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais lideraram o saldo positivo no período. Ainda assim, o Pará manteve a liderança na Região Norte.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Estado registra saldo positivo de 4.766 empregos, resultado de 85.401 admissões frente a 80.635 desligamentos. Mais uma vez, o setor de serviços aparece como principal motor da geração de vagas, com saldo de 3.898 postos, seguido por comércio (858), indústria (299) e construção (45). A agropecuária acumula saldo negativo de 334 postos no período.

De acordo com a análise do DIEESE/PA, o desempenho do início do ano é influenciado por fatores sazonais. O resultado negativo de janeiro está ligado, principalmente, ao encerramento de contratos temporários após as festas de fim de ano, além de ajustes em setores como construção e indústria.

Já a recuperação em fevereiro reflete a retomada gradual das contratações, especialmente em serviços e comércio.

De forma geral, os dados indicam que o Pará inicia 2026 com tendência de estabilização no mercado formal de trabalho, ainda que em ritmo moderado. O acompanhamento dos próximos meses será essencial para confirmar a continuidade desse movimento de recuperação.