Pará tem queda no número de homicídios mas segue em ranking negativo

Estados do Nordeste encabeçam o ranking das maiores taxas de assassinatos por 100 mil habitantes.

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 21:48

Homem tinha condenação por roubo majorado e foi localizado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (15
Homem tinha condenação por roubo majorado e foi localizado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (15 Crédito: Divulgação

O estado do Pará continua entre os estados brasileiros com maiores taxas de assassinatos por 100 mil habitantes, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, até a última terça-feira (20).

Ceará (32,6), Pernambuco (31,6) e Alagoas (29,4) encabeçam o ranking das maiores taxas de mortes violentas a cada grupo de 100 mil habitantes. Mas com índice de 20,89, o Pará supera o Rio de Janeiro (20,79).

A média nacional é de 15,97. Em 2024, essa taxa foi de 18,05 assassinatos por 100 mil habitantes.

Os dados detalham também o número de vítimas por estado. O estado de Roraima registrou o menor número de assassinatos: 139. Já a Bahia, registrou 3.900 vítimas, o maior número da lista.

No ano de 2025, o Pará registrou uma queda no número de vítimas de assassinatos, foram 1.820, contra 2.068 vítimas registradas em 2024.

A queda no número de homicídios no estado segue uma tendência nacional. O Brasil registrou queda nos assassinatos pelo quinto ano seguido: foram 34.086 casos de mortes violentas em 2025, contra 38.374 em 2024.

A queda nacional nos homicídios também ocorreu nas cinco regiões do país.

Sul: - 22% (passou de 3.935 mortes violentas em 2024 para 3.055 em 2025);

Centro Oeste: - 18% (de 2.682 para 2.204);

Norte: - 11% (de 4.304 para 3.829);

Nordeste: - 10% (de 17.052 para 15.412);

Sudeste: - 8% (de 10.401 para 9.586).

São considerados como mortes violentas os casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela divulgação.