Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 23:29
Um brasileiro morreu no último domingo (8), durante um ataque russo na guerra da Ucrânia. O paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário nas forças ucranianas desde abril de 2025, teve a morte confirmada pela família nesta terça-feira (10), por meio de uma publicação nas redes sociais.>
Conhecido como “Índio”, Adriano teria ingressado no conflito por vontade própria. Em nota divulgada nas redes sociais, a irmã afirmou que ele viajou para a Ucrânia para realizar um sonho e destacou a dedicação do brasileiro à carreira militar.>
“Adriano foi para a Ucrânia em abril do ano passado realizar um sonho. Ele amava o que fazia, amava sua farda e era muito respeitado em sua posição — CB Adriano Silva (choqueano) e SGT Índio (era o comandante da sua unidade), justamente porque era o melhor no que fazia. Em respeito à família e seus amigos, pedimos encarecidamente que parem com especulações sobre o ocorrido”, escreveu.>
O Ares Group, organização formada por brasileiros que atuam como voluntários no conflito, informou que encerrará suas atividades após a morte de Adriano, um dos fundadores do grupo.>
“Diante dessa perda irreparável, comunicamos que o Ares Group encerra definitivamente suas atividades na Ucrânia, não mantendo qualquer tipo de seleção ou recrutamento”, declarou o grupo em nota.>
Nas redes sociais, Adriano compartilhava fotos e vídeos do período em que esteve na Ucrânia.>
Brasileiros no conflito>
Conforme dados do Ministério das Relações Exteriores, 22 brasileiros morreram e 44 estão desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia.>
Entre os casos mais recentes está o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia (SP). A morte foi confirmada no mês passado pela mãe do jovem, Clarice Batista de Almeida. Felipe havia deixado o Brasil com destino à Espanha, em novembro de 2025, sem informar à família que pretendia se alistar para lutar no conflito. Dias depois, amigos comunicaram à mãe que ele já estava a caminho da Ucrânia.>
Segundo relatos de familiares, tem aumentado o número de brasileiros que deixam o país para atuar como voluntários na guerra sem avisar parentes. A maior parte dos recrutamentos ocorre de forma online, e os voluntários costumam ser homens jovens.>
Com informações de portal Metrópoles>