Paraense é presa por Israel durante missão humanitária rumo a Gaza

A jovem integrava a flotilha Global Sumud, formada por civis de diferentes nacionalidades

Publicado em 20 de maio de 2026 às 11:26

A jovem integrava a flotilha Global Sumud, formada por civis de diferentes nacionalidades
A jovem integrava a flotilha Global Sumud, formada por civis de diferentes nacionalidades Crédito: Reprodução

A paraense Beatriz Moreira de Oliveira, natural de Belém, está entre os ativistas interceptados por forças israelenses durante uma missão humanitária rumo à Faixa de Gaza. A jovem integrava a flotilha Global Sumud, formada por civis de diferentes nacionalidades, como médicos, professores, jornalistas e defensores dos direitos humanos.

Segundo organizações ligadas à missão, a embarcação transportava alimentos, água, medicamentos e materiais escolares para a população palestina. A interceptação ocorreu em águas internacionais do Mediterrâneo, próximas à ilha de Chipre, após mais de um mês de navegação.

Beatriz faz parte do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimiento de Afectados por Represas (MAR), representando o Brasil na ação humanitária. Antes da interceptação, ela havia publicado vídeos nas redes sociais alertando sobre o risco de ataques contra a flotilha e pedindo mobilização internacional.

Movimentos sociais brasileiros, entre eles o Movimento Cabano em Apoio às Lutas pela Autodeterminação dos Povos (MOCAP), manifestaram apoio à ativista paraense e cobram posicionamento do governo federal sobre o caso. Israel ainda não divulgou oficialmente detalhes da operação.