Passarela que cedeu na Avenida Júlio César será retirada e trecho da via ficará interditado em Belém

Remoção da estrutura deve durar cerca de 24 horas e faz parte das medidas após problema registrado na última sexta-feira

Publicado em 9 de março de 2026 às 17:50

Remoção da estrutura deve durar cerca de 24 horas e faz parte das medidas após problema registrado na última sexta-feira
Remoção da estrutura deve durar cerca de 24 horas e faz parte das medidas após problema registrado na última sexta-feira Crédito: Reprodução

A partir desta terça-feira (10), a passarela de pedestres que apresentou problemas estruturais na avenida Júlio César, nas proximidades do canal São Joaquim, em Belém, será retirada para passar por uma análise técnica. Durante o período de remoção da estrutura, que deve durar cerca de 24 horas, o trecho da via ficará interditado.

A medida foi definida após o incidente registrado na tarde de sexta-feira (6), quando parte da passarela cedeu e assustou motoristas, pedestres e trabalhadores que estavam na região. Testemunhas relataram que funcionários que atuam nas obras do canal São Joaquim ouviram estalos vindos da estrutura pouco antes do problema ser percebido.

Como forma de prevenção, a Prefeitura de Belém chegou a interditar o trecho da avenida para evitar riscos à população. O bloqueio provocou congestionamentos e afetou o trânsito em diversas vias da capital, incluindo reflexos nas avenidas Pedro Álvares Cabral, Almirante Barroso, Senador Lemos e na região do Entroncamento.

Durante o incidente, o elevado Daniel Berg também precisou ser interditado temporariamente, com desvio no fluxo de veículos. Agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade atuaram no local para orientar os motoristas e organizar o trânsito.

Segundo a prefeitura, equipes técnicas foram acionadas para avaliar a situação da passarela, que faz parte das obras de urbanização do canal São Joaquim, executadas pelo Consórcio Igarapé São Joaquim, formado pelas empresas Construbase Engenharia e HTBR Arquitetura e Engenharia.

Após as primeiras análises, foi decidido que a estrutura será retirada para uma avaliação mais detalhada. A Procuradoria Geral do Município também foi acionada para elaboração de um laudo técnico que deverá apontar as causas do problema.

A prefeitura informou ainda que, caso sejam identificadas falhas na execução da obra ou no cumprimento das normas técnicas, o consórcio responsável poderá ser alvo de medidas administrativas e legais. Enquanto isso, motoristas são orientados a buscar rotas alternativas durante o período de interdição.