Publicado em 22 de julho de 2026 às 12:53
As polêmicas envolvendo o total descaso da Prefeitura de Belém com a saúde pública da cidade parecem estar longe de acabar e a cada dia ganham um novo capítulo. Após o Portal Roma News denunciar a demissão de médicos pediatras que aderiram à paralisação dos serviços no PSM da 14 de Março, por diversos atrasos salariais, novas denúncias foram enviadas à nossa redação.>
Os profissionais envolvidos no protesto alegam que foram desligados ilegalmente como forma de retaliação e perseguição por questionar um direito básico: receber o salário pelos serviços prestados. "Os médicos que estão reivindicando estão sendo calados, oprimidos pela empresa prestadora de serviços, a OnSaúde. Sem direito de respostas e defesa. A empresa sequer procurou diálogo com os profissionais, ela está calando os profissionais os demitindo", contou um profissional que prefere não se identificar por medo de mais retaliações.>
Entenda a polêmica:>
No último sábado, 18 de julho, médicos pediatras que atuam, ou pelo menos atuavam no Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de março, decidiram paralisar os serviços como forma de protesto pelos sucessivos atrasos salariais por parte da Prefeitura de Belém e da empresa terceirizada que administra a unidade, a OnSaúde. Segundo os médicos, eles estavam sem receber os salários referentes aos serviços prestados ainda no mês de maio deste ano.>
Após a repercussão da gravidade da paralisação justamente por envolver o setor pediátrico de um dos maiores hospitais de urgência e emergência da região, servidores da Prefeitura chegaram a gravar um vídeo alegando que a greve não era verdadeira e que os atendimentos estavam normais. Mas, quem trabalha na unidade ou foi desligado como forma de retaliação, afirma que o vídeo não mostrava a verdade e que se tratava de uma tentativa de desviar as atenções da imprensa, dos órgãos fiscalizadores e da população.>
"Agora o dono da empresa não tem coragem de fazer vídeo de retratação…como foi o teatrinho pra dizer que não estava tendo greve", comentou outra denunciante que terá a identidade preservada.>
Uma profissional ouvida pelo Roma News também contou que a Prefeitura chegou a alegar que não tinha conhecimento da paralisação, o que também foi desmentido, inclusive, por meio de um documento que o portal teve acesso. "Comunicamos previamente os órgãos competentes, e a direção clínica do hospital estava ciente", afirmou.>
A paralisação foi suspensa na última segunda-feira, 20, após o pagamento do salário referente ao mês de maio, mas, os médicos alegam que foram vítimas de represália, perseguição e demissões em massa. >
"Médicos que se posicionaram contra a OnSaúde estão sendo demitidos com a justificativa de 'decisões internas da empresa'. Foram retirados de suas escalas sem aviso prévio, e isso após anos dando o seu melhor para as crianças carentes e vítimas de um serviço sucateado. Decepcionante! Nunca imaginei isso", denunciou o profissional. >
"E tem mais: a OnSaúde atuou com represália substituindo os profissionais que aderiram a paralisação durante os seus respectivos plantões e expulsando-os dos seus consultórios de forma totalmente antiética e ilegal", completou. >
Sobre as denúncias citadas na reportagem, o Roma News procurou, mais uma vez, a Prefeitura de Belém, mas até a publicação desta matéria, não teve retorno.>