PF desmonta esquema de comércio ilegal de eletrônicos que movimentou R$ 50 milhões no Pará

Operação realizada em conjunto com a Receita Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão contra lojas e residências de empresários

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 14:02

Operação para investigar um esquema de importação irregular e comércio ilegal de aparelhos eletrônicos. 
Operação para investigar um esquema de importação irregular e comércio ilegal de aparelhos eletrônicos.  Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil, deflagrou na última quinta-feira (20) uma operação para investigar um esquema de importação irregular e comércio ilegal de aparelhos eletrônicos. A ofensiva policial ocorreu nos estados do Pará e do Tocantins.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal. Os agentes executaram oito mandados no município de Redenção (PA) e outros três em Palmas (TO), tendo como alvos estabelecimentos comerciais e residências de empresários suspeitos de participar da distribuição e comercialização de produtos de origem estrangeira sem o devido recolhimento de tributos.

Investigações apontam que os aparelhos eletrônicos eram introduzidos ilegalmente no território nacional
Investigações apontam que os aparelhos eletrônicos eram introduzidos ilegalmente no território nacional Crédito: Divulgação/PF

As investigações apontam que os aparelhos eletrônicos eram introduzidos ilegalmente no território nacional e, na sequência, comercializados em lojas físicas situadas no Sul do Pará e no Tocantins. De acordo com os órgãos de controle, as empresas envolvidas no esquema movimentaram aproximadamente R$ 50 milhões entre os anos de 2022 e 2025. Toda essa quantia financeira circulou sem documentação fiscal e contábil suficiente para que se pudesse comprovar tanto a origem quanto a destinação dos recursos.

Com o avanço dos procedimentos investigativos, os suspeitos do esquema poderão responder perante a Justiça pelos crimes de descaminho, associação criminosa e crimes contra a ordem tributária.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.