Publicado em 5 de novembro de 2026 às 10:45
Uma mulher suspeita de comandar um esquema internacional de exploração sexual de brasileiras foi presa pela Polícia Federal em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (5), durante a operação “Dirty Dancing”, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiás.>
As investigações apontam que a organização recrutava mulheres no Brasil com a promessa de oportunidades no exterior, mas elas acabavam submetidas à exploração sexual em Israel e em outros países.>
De acordo com a PF, a suspeita utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair as vítimas. Depois, o grupo organizava as viagens e as hospedagens. Outros integrantes ficavam responsáveis por publicar anúncios em plataformas especializadas e marcar encontros com clientes.>
A apuração também identificou indícios de que o esquema facilitava a entrada irregular das brasileiras em outros países e ficava com parte do dinheiro obtido pelas vítimas.>
Investigação começou após informações de Israel>
O caso passou a ser investigado em fevereiro de 2025, depois que a Polícia Federal recebeu informações da polícia israelense. A operação brasileira é um desdobramento de uma investigação realizada pelas autoridades daquele país.>
Segundo os levantamentos, o dinheiro arrecadado no exterior era recebido em espécie e enviado ao Brasil por meio de brasileiros que moravam fora do país. A transferência ocorreria por um sistema clandestino de câmbio.>
Além da prisão preventiva da principal investigada, foram cumpridos dois mandados de busca em Ananindeua e um em Goiânia, em Goiás.>
Justiça bloqueia R$ 10 milhões>
A Justiça Federal autorizou o bloqueio e a apreensão de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões. Duas empresas relacionadas à mulher presa também tiveram as atividades suspensas.>
Outras medidas foram impostas a dois suspeitos, incluindo apreensão de passaportes, monitoramento eletrônico e proibição de deixar o Brasil.>