Policial civil acusado de matar advogado na Marambaia começa a ser julgado nesta sexta em Belém

Investigador da Polícia Civil responde por homicídio; sessão ocorre na 3ª Vara do Tribunal do Júri

Publicado em 23 de abril de 2026 às 14:46

Investigador da Polícia Civil responde por homicídio; sessão ocorre na 3ª Vara do Tribunal do Júri
Investigador da Polícia Civil responde por homicídio; sessão ocorre na 3ª Vara do Tribunal do Júri Crédito: Reprodução 

Começa nesta sexta-feira, às 9h, no Fórum de Belém, na Cidade Velha, a audiência de instrução e julgamento do caso que apura a morte do advogado criminalista Carlos Alberto dos Santos Costa Júnior. O processo tramita na 3ª Vara do Tribunal do Júri da capital, sob a presidência do juiz Cláudio Hernandes Silva Lima.

No banco dos réus está o investigador da Polícia Civil José Thiago Faro Barros da Costa, acusado de efetuar os disparos que mataram o advogado na madrugada do dia 30 de novembro de 2025. A audiência marca uma das etapas mais importantes do processo, quando serão ouvidas testemunhas e reunidas provas para embasar a decisão sobre o envio do caso a júri popular.

O crime aconteceu em um bar localizado na avenida Rodolfo Chermont, no bairro da Marambaia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o policial se aproxima da vítima. O advogado, que vestia camisa vermelha, chega a recuar e aparenta tentar sacar uma arma, mas é atingido pelos disparos e morre ainda no local.

Após o crime, o investigador deixou o estabelecimento. Testemunhas relataram que a vítima segurava uma garrafa de cerveja no momento em que foi baleada.

O policial se apresentou espontaneamente à Divisão de Crimes Funcionais (DECRIF) no dia seguinte ao ocorrido. Desde então, foi afastado das atividades operacionais.

De acordo com os autos, o inquérito policial ainda apresentava lacunas no início da apuração, como a ausência de laudos periciais e de depoimentos considerados essenciais. A audiência desta sexta deve contribuir para o avanço do caso e esclarecer as circunstâncias do homicídio.

A depender do resultado da fase de instrução, a Justiça decidirá se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.