Porto de Moz decreta situação de emergência por estiagem; mais de 16 mil pessoas são afetadas

Decreto municipal aponta incêndios florestais, seca dos rios e dificuldades de abastecimento de água entre os impactos da estiagem. Medida terá validade de 180 dias.

Publicado em 30 de outubro de 2026 às 11:34

Decreto municipal aponta incêndios florestais, seca dos rios e dificuldades de abastecimento de água entre os impactos da estiagem. Medida terá validade de 180 dias.
Decreto municipal aponta incêndios florestais, seca dos rios e dificuldades de abastecimento de água entre os impactos da estiagem. Medida terá validade de 180 dias. Crédito: Divulgação

O município de Porto de Moz, no oeste do Pará, decretou situação de emergência nas áreas urbana e rural em razão da forte estiagem que atinge a região. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 080/2026, assinado pelo prefeito Rivaldo Salviano Campos no dia 28 de outubro de 2026.

De acordo com o documento, o desastre foi classificado como de Nível II e está relacionado à redução prolongada das chuvas, que provocou a diminuição dos níveis dos rios, igarapés e outras fontes de abastecimento hídrico.

O decreto estima que 4.009 famílias, totalizando 16.036 pessoas, foram afetadas pela situação. Entre os principais problemas estão as dificuldades de transporte e navegação, a escassez de água potável e os prejuízos às atividades de pesca, agricultura e transporte de cargas e passageiros.

A estiagem também tem favorecido a ocorrência de incêndios florestais e queimadas em diferentes áreas do município. Conforme o documento, a baixa umidade e a vegetação ressecada contribuem para o avanço do fogo.

Comunidades afetadas

A situação é considerada mais grave nas regiões ribeirinhas, onde a redução do nível dos rios dificulta o deslocamento e o acesso a alimentos e água potável. O decreto cita comunidades localizadas nas regiões dos rios Xingu, Amazonas, Guajará, Jaurucu, Majari, Acarai e seus afluentes, entre outras localidades.

Na área urbana, os bairros Praião, Jardim Paraíso, Babaulândia, Maturu, Novo Maturu e Carini também são apontados entre as áreas afetadas.

Medidas de enfrentamento

Com a publicação do decreto, fica autorizada a mobilização dos órgãos municipais para atuar nas ações de resposta ao desastre, reabilitação e reconstrução, sob coordenação da Defesa Civil Municipal (COMPDEC).

O documento também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas para arrecadar recursos destinados à assistência das famílias atingidas.

A situação de emergência terá validade de 180 dias, a partir da publicação do decreto.