Publicado em 19 de março de 2026 às 12:35
O preço do feijão registrou uma forte alta em fevereiro de 2026 e passou a impactar diretamente o custo da alimentação dos paraenses. De acordo com levantamento do DIEESE/PA, o valor do produto subiu 18,63% em relação a janeiro, sendo um dos principais responsáveis pela pressão sobre a cesta básica.>
Em Belém, o custo médio da cesta básica chegou a R$ 674,12 no mês passado, mantendo a trajetória de alta e registrando a segunda elevação consecutiva no ano. Apesar da variação mensal relativamente pequena, de 0,08%, o resultado reforça o peso dos alimentos no orçamento das famílias, principalmente as de menor renda.>
Os dados mostram que o quilo do feijão passou de R$ 5,69 em janeiro para R$ 6,75 em fevereiro. No acumulado do ano, a alta já chega a 22,75%, enquanto nos últimos 12 meses o aumento é de 17,80%, percentual que supera com folga a inflação oficial do período.>
Segundo o DIEESE/PA, o aumento expressivo está ligado a uma combinação de fatores, como a quebra de safra em regiões produtoras, redução de estoques, condições climáticas desfavoráveis e aumento nos custos de produção e transporte.>
O órgão também alerta que o cenário ainda é de instabilidade e não descarta novos reajustes nas próximas semanas, especialmente diante da influência dos preços dos combustíveis na cadeia de produção e distribuição.>
Diante desse contexto, o feijão, item essencial na mesa dos paraenses, segue como um dos principais vilões do custo da alimentação, ampliando a pressão sobre o orçamento doméstico.>