Preço do ovo volta a subir em Belém e já acumula alta de até 23% em 2026

Apesar da pressão recente, produto ainda registra queda no comparativo dos últimos 12 meses, segundo o DIEESE/PA

Publicado em 22 de abril de 2026 às 19:17

Preço do ovo volta a subir em Belém e já acumula alta de até 23% em 2026
Preço do ovo volta a subir em Belém e já acumula alta de até 23% em 2026 Crédito: Luiz Agner/IBGE

O preço do ovo voltou a pesar no bolso do consumidor em Belém. Levantamento do DIEESE no Pará mostra que o produto registrou aumentos expressivos em março e já acumula alta de até 23% no primeiro trimestre de 2026.

De acordo com a pesquisa, os reajustes no mês passado variaram entre 5% e mais de 15%, tanto em supermercados quanto em feiras livres e mercados municipais da capital. O movimento acompanha um padrão típico de oscilação de preços, influenciado principalmente pelos custos de produção.

Nos supermercados, a dúzia de ovos chegou a subir mais de 10% apenas em março, enquanto a bandeja com 30 unidades teve aumento ainda mais expressivo, ultrapassando 15% no mesmo período. No acumulado do ano, a alta já passa de 23% em alguns casos.

Apesar disso, quando se olha um período maior, o cenário muda: no comparativo dos últimos 12 meses, os preços ainda apresentam queda, o que indica que o aumento recente não foi suficiente para reverter a tendência anterior de baixa.

Segundo o DIEESE, fatores como o aumento no preço do milho e do farelo de soja — principais insumos da alimentação das aves —, além de custos logísticos e de transporte, ajudam a explicar a elevação recente.

Supermercados (Belém)
Supermercados (Belém) Crédito: Dados/Diesse
Feiras livres e mercados municipais
Feiras livres e mercados municipais Crédito: Dados/Diesse

A expectativa é que os preços continuem variando nos próximos meses, acompanhando o comportamento dos custos de produção e da oferta no mercado. Enquanto isso, o consumidor segue sentindo no dia a dia o impacto dessas oscilações.