Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 10:43
Com a aproximação do início do ano letivo nas escolas particulares e da volta às aulas na rede pública, prevista para fevereiro, o Procon Pará reforçou o alerta aos pais e responsáveis sobre práticas abusivas nas listas de material escolar. A orientação é para que os consumidores fiquem atentos a exigências irregulares e saibam como agir diante de cobranças indevidas.>
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça (Seju), por meio da Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor, a relação entre escolas e famílias é regulada pela Lei Federal nº 9.870/1990, pelo Código de Defesa do Consumidor e por diretrizes específicas divulgadas pelo próprio Procon. As normas determinam o que pode e o que não pode ser incluído nas listas entregues no momento da matrícula.>
A diretora do Procon Pará, Gareza Moraes, explica que as escolas são obrigadas a apresentar informações claras e transparentes aos responsáveis. Caso identifiquem itens abusivos, a orientação é procurar a direção da instituição e solicitar justificativa. Se a escola mantiver a exigência, o consumidor pode registrar denúncia junto ao Procon, por e-mail ou presencialmente, na sede do órgão em Belém.>
Segundo o Procon, o trabalho é voltado a ajudar as famílias a entenderem seus direitos e a reconhecerem práticas irregulares. No início de dezembro de 2025, o órgão divulgou uma lista atualizada com 48 itens proibidos e outros 29 que podem ser cobrados apenas com restrições, confira aqui.>
Entre os itens que não devem constar na lista estão produtos de uso exclusivamente individual, como materiais de higiene pessoal — sabonete, escova e creme dental, toalhas, talheres e copos. Também é considerada irregular a exigência de marcas específicas, a obrigação de comprar o material no próprio colégio ou em lojas determinadas, além da imposição de compra integral e imediata de todos os itens.>
Mãe de dois alunos do ensino fundamental, a manicure Bruna Reis afirma que sempre confere as listas com base nas orientações do Procon. Ela conta que é comum encontrar pedidos exagerados ou materiais que não são de uso individual dos estudantes, o que acaba pesando no orçamento das famílias.>
Já a administradora Carolina Vieira, mãe de uma aluna do 4º ano, diz que costuma pesquisar preços em pelo menos três estabelecimentos antes de comprar o material. Para ela, o foco deve ser a qualidade e o custo acessível, sem estimular o consumismo ou a competição entre as crianças dentro da sala de aula.>
O Procon Pará reforça que informações completas, critérios e a lista detalhada de itens permitidos e proibidos estão disponíveis nos canais oficiais do órgão. Pais e responsáveis são orientados a buscar esses dados antes de realizar as compras e a denunciar qualquer prática considerada abusiva.>