Publicado em 12 de agosto de 2026 às 17:45
A Polícia Civil do Pará prendeu preventivamente, nesta terça-feira (11), um professor investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra crianças e adolescentes em Santarém. O docente trabalhava na comunidade Pedra Branca, localizada na região do rio Tapajós, e já teve pelo menos oito vítimas identificadas pelas autoridades.>
A prisão é o resultado de meses de apurações conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI). Segundo a delegada Mila Moura, as investigações começaram após o relato de uma primeira vítima, o que permitiu aos agentes aprofundar os trabalhos e descobrir outros casos similares.>
Conforme as informações da polícia, a maior parte dos crimes ocorria dentro da escola. Entre as condutas relatadas pelas alunas estão a exibição de vídeos com conteúdo sexual em sala de aula, toques sem consentimento e insinuações de natureza sexual. As investigações apontam que as vítimas se sentiam acuadas e algumas demoraram a denunciar devido à influência da família do professor na comunidade.>
Após a divulgação da prisão, uma mulher que teria sido vítima do investigado quando ainda era adolescente entrou em contato com a polícia relatando sentimento de alívio. O inquérito continua em aberto, e a Polícia Civil trabalha para identificar se existem outras vítimas.>
Ao tomar conhecimento do mandado de prisão preventiva, o professor deixou a área urbana de Santarém na tentativa de evitar a captura. No entanto, após diligências de campo, as equipes policiais o localizaram escondido em uma comunidade da região. Ele foi conduzido ao sistema penitenciário e permanece à disposição do Poder Judiciário.>
Em nota, a defesa do professor informou que o caso tramita sob segredo de Justiça e que está impedida de dar detalhes sobre o processo. O advogado ressaltou que a Constituição garante a presunção de inocência e afirmou que algumas informações divulgadas publicamente não corresponderiam aos elementos constantes na investigação oficial.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>