Professora é afastada após declarações sobre violência sexual contra crianças em Melgaço

Secretaria Municipal de Educação repudiou mensagens atribuídas à docente nas redes sociais e iniciou procedimentos administrativos para avaliar o encerramento do contrato.

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 07:58

 Secretaria Municipal de Educação repudiou mensagens atribuídas à docente nas redes sociais e iniciou procedimentos administrativos para avaliar o encerramento do contrato.
 Secretaria Municipal de Educação repudiou mensagens atribuídas à docente nas redes sociais e iniciou procedimentos administrativos para avaliar o encerramento do contrato. Crédito: Agência Pará

Uma professora da rede municipal de ensino de Melgaço, no arquipélago do Marajó, foi afastada após publicar mensagens nas redes sociais que geraram indignação por envolverem violência sexual contra crianças. Segundo as informações divulgadas, as declarações relacionavam esse tipo de violência às posições políticas dos pais ou responsáveis pelas vítimas.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) confirmou o afastamento da profissional e informou que iniciou procedimentos administrativos para avaliar a possibilidade de encerrar o contrato.

Secretaria repudia as declarações

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação classificou as manifestações como incompatíveis com os princípios e as responsabilidades dos profissionais da educação. A pasta também reforçou o compromisso com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Marco Legal da Primeira Infância.

Segundo a secretaria, a liberdade de expressão e a manifestação política dos servidores são direitos respeitados, mas não podem ser utilizadas para justificar discursos que incentivem a violência, violem direitos fundamentais ou atentem contra a dignidade humana.

A Semed destacou ainda que crianças e adolescentes devem ser protegidos independentemente das escolhas políticas de seus pais ou responsáveis. A pasta afirmou que continuará adotando as medidas necessárias para garantir um ambiente escolar seguro, acolhedor e livre de ameaças e discriminação.

Escola também se manifestou

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira, onde a professora atua, também divulgou uma nota de repúdio às declarações atribuídas à profissional.

No comunicado, a instituição afirmou que não compactua com discursos de ódio, preconceito ou manifestações ofensivas. A escola ressaltou que a proteção da infância deve estar acima de divergências políticas ou ideológicas.

O afastamento da professora já foi confirmado, mas o desligamento definitivo ainda depende da conclusão dos procedimentos administrativos anunciados pela Secretaria Municipal de Educação.