Sefa intercepta carga irregular de gado e arame avaliada em mais de R$ 740 mil no Pará

Operações realizadas em postos fiscais de Dom Eliseu, Cachoeira do Piriá e Marabá flagraram transporte de animais e mercadorias com documentação inidônea e rotas incompatíveis.

Publicado em 27 de março de 2026 às 14:47

Total de 75 cabeças de gado bovino, avaliadas em R$ 293 mil, foram retidas por irregularidade com o fisco estadual. —
Total de 75 cabeças de gado bovino, avaliadas em R$ 293 mil, foram retidas por irregularidade com o fisco estadual. — Crédito: Divulgação/SEFA

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) realizou, na última quinta-feira (26), uma série de apreensões de mercadorias que transitavam de forma irregular por rodovias paraenses. As ações, coordenadas por diferentes unidades de controle de mercadorias em trânsito, resultaram na retenção de 180 cabeças de gado bovino e 302 unidades de arame galvanizado, devido a fraudes em documentos fiscais e desvios de rota.

Na unidade do Itinga, em Dom Eliseu, os fiscais apreenderam 75 cabeças de gado avaliadas em R$ 293 mil. O veículo, que vinha da Bahia com destino declarado a Rondon do Pará, foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) fora da rota prevista, com indícios de que a carga seria entregue em Barcarena. Segundo a Sefa, a entrega em local diverso do documento descaracteriza a isenção de imposto, tornando a nota fiscal inidônea. Foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) de R$ 36.968,40.

Simultaneamente, no posto de Gurupi, em Cachoeira do Piriá, outras 105 cabeças de gado, avaliadas em cerca de R$ 289 mil, foram retidas. A fiscalização constatou que o veículo percorreria 1.200 km a mais do que o necessário para o trajeto declarado entre Maranhão e Jacundá. Além disso, o tempo registrado entre a emissão da nota e a chegada ao posto fiscal era fisicamente impossível para a distância percorrida. O valor dos impostos e multas aplicados somou R$ 36.413,98.

Em outra frente de fiscalização na Rodovia PA-150, em Marabá, a Sefa interceptou 302 unidades de arame ovalado galvanizado, carga avaliada em R$ 164.958,48. A mercadoria vinha do Tocantins com destino a Tucumã, mas apresentava divergências graves na documentação fiscal, incluindo valores e trajetos incompatíveis com a carga real. A operação resultou em um TAD de R$ 56.415,80 entre ICMS e multas.

Em todos os casos, os fiscais de receitas estaduais lavraram os termos de apreensão para garantir o cumprimento das obrigações tributárias e o combate à sonegação fiscal no estado.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.