Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 14:37
Nesta segunda-feira (19) servidores de Belém das secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social realizaram um protesto em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na avenida José Malcher, na capital. Com cartazes e palavras de ordem como “estamos em greve”, “fora Igor” e cobranças pela manutenção de direitos já conquistados, o ato marcou mais um capítulo da mobilização de servidores públicos da capital nos últimos dias.>
Entre os manifestantes estavam trabalhadores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), que confirmaram adesão à greve. Segundo os servidores, a mobilização é uma resposta aos impactos da Lei nº 10.266/26 e ao temor de extinção da fundação. A categoria cobra abertura de diálogo com a Prefeitura de Belém, melhores condições de trabalho, valorização salarial, realização de concurso público e a garantia de um atendimento digno à população atendida pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Os grevistas afirmam que seguirão mobilizados até que a gestão municipal apresente respostas concretas às reivindicações.>
O protesto desta segunda-feira se soma a outras manifestações recentes envolvendo servidores municipais. Na quinta-feira (15), agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias também ocuparam as ruas de Belém para cobrar o pagamento do Incentivo Financeiro Adicional (IFA), direito previsto para a categoria.>
Meses de caos - No dia 17 de dezembro, a Câmara Municipal de Belém foi palco de momentos de tensão durante uma sessão extraordinária convocada para votar o Projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) e outras 13 propostas enviadas pelo prefeito Igor Normando. Servidores acompanharam a sessão e protestaram contra mudanças no Estatuto dos Servidores, na estrutura das carreiras do funcionalismo e na política de reajuste de tributos municipais, todas em regime de urgência.>
Na ocasião, parte dos manifestantes relatou ter sido impedida de entrar no plenário. Do lado de fora, a Guarda Municipal atuou para conter o protesto, e houve registros de uso de gás de pimenta, balas de borracha e pessoas feridas, segundo relatos de servidores.>
A sequência de manifestações evidencia o clima de insatisfação entre diferentes categorias do funcionalismo municipal, que cobram diálogo, respeito aos direitos e mais transparência nas decisões da gestão pública em Belém. O judiciário teve que intervir e no dia 7 de janeiro, a juíza Cíntia Gomes determinou que a tramitação e a votação dos projetos retornassem às comissões da Câmara no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa.>
A redação do Roma News solicitou nota de posicionamento da prefeitura de Belém sobre as paralisações dos servidores públicos.>