Suspeito de mandar matar casal é preso, em Anapu

Apontado como mandante do crime, homem teria contratado atiradores que sequestraram e executaram as vítimas

Publicado em 6 de abril de 2026 às 15:54

Apontado como mandante do crime, homem teria contratado atiradores que sequestraram e executaram as vítimas
Apontado como mandante do crime, homem teria contratado atiradores que sequestraram e executaram as vítimas Crédito: Redes Sociais

Neste domingo (5), a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ser o mandante do assassinato do casal Arionildo Cavalcante Ferreira e Celi Silva Ferreira, em Anapu, no sudoeste do Pará. Segundo as investigações, Raimundo Silva Catuca Filho, conhecido como Bamba Catuca, teria contratado os executores do crime.

O caso ocorreu entre a noite de 25 de novembro e a manhã do dia seguinte, em 2025. De acordo com a polícia, o casal foi sequestrado em frente à própria casa, na zona rural do município, por volta das 21h. Testemunhas relataram que homens armados estavam escondidos e abordaram as vítimas no momento em que chegavam à residência.

Celi teria descido do carro para abrir a porteira quando os suspeitos anunciaram a ação e levaram o casal no veículo da família. Uma filha das vítimas, que estava na casa, ouviu os pedidos de socorro e avisou outros familiares, que iniciaram as buscas ainda durante a noite com apoio da Polícia Militar.

Na manhã seguinte, os corpos foram encontrados em um terreno a cerca de um quilômetro do centro da cidade. As vítimas apresentavam marcas de tiros e sinais de agressão. O carro do casal foi localizado posteriormente em outra área da zona rural.

O crime teve grande repercussão na região, já que Arionildo, conhecido como Boiadeiro, era proprietário de gado e bastante conhecido no município.

A prisão do suspeito faz parte da operação 5º Mandamento, que já resultou na identificação e detenção de outros envolvidos. Entre eles, Clebson Jair dos Santos Marques, apontado como um dos executores, preso em janeiro em Santa Luzia do Pará.

Outros suspeitos também foram alvos da investigação, incluindo Rodrigo Teixeira, conhecido como Piqui, e três policiais militares lotados em Anapu, apontados por possível apoio logístico e interferência nas apurações. As prisões dos militares chegaram a ser decretadas, mas a defesa obteve habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.