Publicado em 30 de agosto de 2026 às 15:56
Quem tem poço artesiano em casa ou no comércio costuma acreditar que está livre das contas de água mensais, afinal, o recurso vem direto do subsolo. No entanto, a visita de representantes da concessionária Águas do Pará a um estabelecimento comercial em São João de Pirabas, no nordeste paraense, virou essa lógica de ponta-cabeça e gerou uma onda de revolta.>
O dono do comércio foi comunicado de que, mesmo sem usar uma única gota da rede pública de abastecimento, precisaria pagar uma taxa apenas por ter o serviço "disponível" na rua. Para o comerciante, a exigência não faz o menor sentido e pesa no bolso de quem buscou uma alternativa própria para garantir o próprio sustento e autonomia hídrica.>
Essa cobrança por mera disponibilidade é um tema que mexe com os ânimos de muita gente na região. Enquanto as empresas de saneamento justificam a tarifa sob o argumento de que a infraestrutura está pronta para uso na porta do imóvel, os consumidores enxergam a medida como um abuso e um pagamento injusto por algo que não utilizam. O caso de São João de Pirabas joga luz sobre esse embate cotidiano e escancara a frustração de quem tenta economizar investindo em poços próprios, mas acaba esbarrando em taxas inesperadas.>
O Portal Roma News entrou em contato com a Águas do Pará para pedir esclarecimentos sobre o ocorrido e sobre a legalidade desse tipo de cobrança, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para um posicionamento da concessionária.>