Taxa do crime: PM da reserva é baleado em farmácia durante cobrança em Ananindeua

Carlos Silva tentou negociar extorsão imposta por facção no Curuçambá; um suspeito foi preso por ajudar na fuga

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 14:13

Taxa do crime: PM da reserva é baleado em farmácia durante cobrança em Ananindeua
Taxa do crime: PM da reserva é baleado em farmácia durante cobrança em Ananindeua Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O policial da reserva identificado como Carlos Silva morreu após ser baleado dentro de uma farmácia no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, na tarde desta terça-feira (27). A Polícia considera que o homicídio estaria relacionado à cobrança da chamada “taxa do crime”, prática de extorsão atribuída a uma facção criminosa que atua na região.

De acordo com as apurações iniciais, três criminosos teriam participado da ação. Um deles entrou no estabelecimento se passando por cliente, aguardou atendimento e, em seguida, sacou um revólver, efetuando um disparo que atingiu a cabeça da vítima. Carlos não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ainda conforme a Polícia, a dona da farmácia vinha sendo alvo de cobranças da facção, que exige pagamento em troca de uma suposta “proteção” criminosa. Carlos Silva teria ido ao local para tentar negociar a extorsão, mas acabou sendo assassinado durante a ação.

Na fuga, um dos envolvidos teria dado apoio ao atirador. Esse suspeito foi identificado como Anderson Guedes e acabou preso pelas forças de segurança. As buscas seguem para localizar os outros dois envolvidos no crime.

Uma atendente da farmácia presenciou o ataque e ficou bastante abalada. O caso será investigado pelas autoridades, que apuram a atuação da facção criminosa na área do Curuçambá e a relação direta do assassinato com a prática de extorsão imposta a comerciantes da região.