Trabalhadores da BBF protestam por direitos atrasados e denunciam violência em manifestação

Manifestantes relatam disparos de arma de fogo por grupo armado.

Publicado em 16 de abril de 2026 às 18:45

(A manifestação ocorreu em frente a uma unidade da empresa e terminou com denúncias de agressões físicas e disparos de arma de fogo contra os manifestantes.)
(A manifestação ocorreu em frente a uma unidade da empresa e terminou com denúncias de agressões físicas e disparos de arma de fogo contra os manifestantes.) Crédito: Redes Sociais/Reprodução

Trabalhadores da empresa Brasil BioFuels (BBF) realizaram, nesta quinta-feira (16), um protesto para cobrar o pagamento de direitos trabalhistas que, segundo eles, estão em atraso há meses. A manifestação ocorreu em frente a uma unidade da empresa e terminou com denúncias de agressões físicas e disparos de arma de fogo contra os manifestantes.

De acordo com os participantes, que são em sua maioria pais e mães de família, a empresa não quitou verbas rescisórias, salários, FGTS, 13º salário e férias. Eles acusam a BBF de utilizar manobras societárias, como contratos de arrendamento com terceiros, para evitar o cumprimento das obrigações trabalhistas e manter o capital circulando sem regularizar os débitos com os ex-funcionários.

Ainda segundo os manifestantes, a ação de repressão ao protesto teria sido conduzida por um grupo armado. Os denunciantes relatam ainda que os contratos de arrendamento envolveriam pessoas com poder de intimidação armada, o que tem gerado um clima de tensão na região.

A BBF, uma das maiores produtoras de óleo de palma (dendê) para biocombustível do país, com operações principalmente no Pará e em Roraima, já acumula histórico de denúncias de atrasos salariais e conflitos trabalhistas em suas unidades.

Diante da gravidade das acusações de violência, os trabalhadores pedem a imediata intervenção das autoridades competentes. Eles cobram investigação por parte da Polícia Civil, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Justiça do Trabalho, além do pagamento integral dos valores devidos.

O grupo permanece mobilizado e afirma que continuará em busca de justiça até que a empresa regularize a situação e cumpra todas as obrigações legais, sem recorrer a práticas que consideram irregulares ou intimidatórias.

A reportagem procurou a empresa BBF para manifestação, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.