Tragédia na BR-153 que matou estudantes da UFPA completa um ano nesta quinta-feira

Acidente ocorrido em Goiás deixou cinco mortos, entre eles quatro integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal do Pará, e permanece marcado pela dor e pela busca por respostas.

Publicado em 16 de julho de 2026 às 15:34

Tragédia na BR-153 que matou estudantes da UFPA completa um ano nesta quinta-feira
Tragédia na BR-153 que matou estudantes da UFPA completa um ano nesta quinta-feira Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Há exatamente um ano, o Pará amanhecia de luto com uma das maiores tragédias envolvendo a comunidade universitária do estado. Na madrugada de 16 de julho de 2025, um grave acidente na BR-153, no município de Porangatu (GO), interrompeu a viagem de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) que seguiam para participar do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O micro-ônibus que liderava o comboio foi atingido de frente por um caminhão que invadiu a contramão da rodovia. A força da colisão destruiu o veículo e provocou a morte de cinco pessoas.

Entre as vítimas estavam o motorista da UFPA, Ademilson Militão, e os estudantes Ana Letícia, do curso de Pedagogia; Leandro, de Farmácia; e Welfesom, de Produção e Multimídia. O motorista do caminhão também morreu no acidente. Outros dez estudantes ficaram feridos.

A tragédia mobilizou uma grande operação para prestar assistência às vítimas e aos familiares. Com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), parentes viajaram até Goiás para acompanhar os procedimentos, enquanto os corpos foram trasladados para o Pará. Na ocasião, a UFPA decretou três dias de luto oficial.

As investigações apontaram que uma das principais hipóteses para a colisão é que o motorista do caminhão tenha invadido a pista contrária após um possível quadro de cansaço ou sonolência. Como ele também morreu no acidente, a apuração buscou esclarecer as circunstâncias da tragédia.

Um ano depois, o caso continua sendo lembrado pela dimensão da perda e pelo impacto causado na comunidade acadêmica e em todo o estado. A tragédia também reacendeu o debate sobre a segurança nas rodovias federais, especialmente em trechos de pista simples, onde colisões frontais ainda provocam acidentes graves.

A data marca a memória de estudantes que perderam a vida enquanto viajavam em busca de conhecimento e reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e segurança viária para evitar que tragédias como essa se repitam.