Vídeo: Avião com destino a Parauapebas cai no Tocantins e ninguém sobrevive

Empresário Ebert Rodrigues de Sousa e piloto Diego Arantes Rezende estavam na aeronave.

Publicado em 1 de outubro de 2026 às 10:17

Aeronave caiu na zona rural de Divinópolis, oeste do Tocantins -
Aeronave caiu na zona rural de Divinópolis, oeste do Tocantins - Crédito: Divulgação

Um avião bimotor Neiva EMB-810D Seneca III, de prefixo PT-RSN, caiu na tarde desta quarta-feira (30), na zona rural de Divinópolis do Tocantins, na região oeste do estado. As duas pessoas que estavam a bordo morreram.

As vítimas foram identificadas como o empresário goiano Ebert Rodrigues de Sousa, de 45 anos, e o piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos. Os corpos foram localizados após horas de buscas na região do Assentamento Mulher Cidadã.

Segundo informações repassadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ao Corpo de Bombeiros do Tocantins, a aeronave havia saído de Gurupi (TO) e tinha como destino a Fazenda Serra Grande, em Parauapebas, no sudeste do Pará.

Aeronave foi encontrada após horas de buscas

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h10, após relatos sobre a queda. Equipes chegaram à região e iniciaram as buscas, localizando os destroços por volta das 17h36, em uma área de difícil acesso.

Durante o trabalho de resgate, os bombeiros encontraram primeiro o piloto Diego Arantes Rezende, já sem sinais vitais. Ebert Rodrigues de Sousa foi localizado posteriormente dentro da fuselagem da aeronave.

Devido às condições em que o avião ficou após a queda, foi necessário realizar cortes na fuselagem para retirar os corpos. O trabalho de desencarceramento terminou por volta das 22h30. As vítimas foram encaminhadas para os procedimentos do Instituto Médico-Legal (IML).

Empresário estava entre as vítimas

Ebert Rodrigues de Sousa era empresário e estava ligado a empresas do setor de iluminação pública e serviços relacionados. Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), consultados por veículos locais, apontam que a aeronave estava registrada parcialmente em nome da empresa 'Prime Administração Ltda.', ligada ao empresário.

A aeronave estava com situação cadastral considerada regular e possuía Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 4 de novembro de 2026, segundo informações do registro aeronáutico. O avião também tinha autorização para voos por instrumentos e operações noturnas.

Causas ainda são investigadas

As circunstâncias que provocaram a queda ainda não foram esclarecidas. Investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), ligado ao Cenipa, foram acionados para realizar a chamada Ação Inicial.

Nessa etapa, são coletados dados, preservados elementos encontrados no local, verificados os danos na aeronave e reunidas informações que poderão auxiliar na investigação das causas e circunstâncias do acidente.

Até o momento, não há confirmação oficial de que o voo tivesse como objetivo um encontro de natureza política em Parauapebas. A informação sobre uma possível agenda na cidade circulou inicialmente, mas não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Texto por Pedro Moraes.