Vigilância Sanitária apreende 500 quilos de polpas clandestinas e interdita agroindústria em São Domingos do Capim

Polpas de açaí e buriti sem selo de inspeção e sem comprovação de origem foram inutilizadas; fiscalização também identificou abate clandestino de frangos e suínos no local.

Publicado em 8 de maio de 2026 às 18:43

Polpas de açaí sem selo de inspeção.
Polpas de açaí sem selo de inspeção. Crédito: Divulgação

Uma operação conjunta entre a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e a Vigilância Sanitária municipal apreendeu e inutilizou cerca de 500 quilos de polpas de frutas nesta quinta-feira (7), em uma agroindústria de São Domingos do Capim, no nordeste do Pará. O estabelecimento foi interditado por descumprir normas sanitárias previstas na legislação estadual.

Durante a fiscalização, agentes encontraram polpas de açaí e buriti sem selo de inspeção sanitária e sem documentos que comprovassem a origem regular da produção. Segundo os fiscais, a ausência desses controles compromete a segurança alimentar e impede a rastreabilidade dos produtos.

Além das irregularidades no processamento das frutas, a equipe também identificou o abate clandestino de frangos e suínos no mesmo espaço, o que aumenta o risco de contaminação cruzada entre os alimentos e torna o ambiente impróprio para a manipulação de produtos destinados ao consumo humano.

A ação ocorreu paralelamente a atividades educativas promovidas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) sobre a prevenção da doença de Chagas, que pode estar associada ao consumo de açaí contaminado durante o processamento inadequado. Entre as medidas preventivas estão o branqueamento do fruto, o uso de água tratada e o controle sanitário dos equipamentos.

Adepará reforçou ainda a importância da Guia de Trânsito Vegetal (GTV).
Adepará reforçou ainda a importância da Guia de Trânsito Vegetal (GTV). Crédito: Divulgação

A Adepará reforçou ainda a importância da Guia de Trânsito Vegetal (GTV), exigida para garantir a rastreabilidade da produção e o cumprimento das boas práticas sanitárias. Em São Domingos do Capim, estima-se que apenas dois dos mais de 40 batedores de açaí atuem com a licença sanitária obrigatória.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.