Publicado em 31 de julho de 2026 às 11:58
Com a aproximação do retorno às aulas no segundo semestre, famílias da Grande Belém enfrentam um aumento significativo nos gastos com material escolar. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese) mostra que alguns dos itens mais procurados estão pesando cada vez mais no orçamento dos responsáveis.>
Entre os produtos com maior impacto financeiro estão as mochilas, encontradas nas papelarias por valores que variam de R$ 39,90 a mais de R$ 500, dependendo da marca, do modelo e dos personagens estampados. Nos casos mais caros, o custo representa quase metade do salário mínimo atualmente em vigor.>
Os cadernos também exigem desembolso elevado. Os modelos conhecidos como “inteligentes”, que permitem a troca e personalização das folhas, custam entre R$ 120 e R$ 160. Já os cadernos tradicionais de 200 folhas podem ultrapassar R$ 60.>
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 30 de julho e analisou cerca de 50 itens comercializados na região. Segundo o estudo, diversos produtos apresentaram reajustes superiores à inflação acumulada nos últimos 12 meses, estimada em 4,6%.>
Entre as maiores altas registradas estão o gizão de cera Faber-Castell, que passou de R$ 8,32 para R$ 10,10, aumento de 21,39%; o corretivo líquido Bic, que subiu de R$ 7,35 para R$ 8,45, alta de 14,97%; a borracha branca TK, vendida em pacote com duas unidades, que saiu de R$ 8,99 para R$ 10,29, avanço de 14,46%; a cola Polar de 40 gramas, que passou de R$ 3,20 para R$ 3,65, crescimento de 14,06%; e a cartolina branca, que aumentou de R$ 2,03 para R$ 2,30, variação de 13,30%.>