Publicado em 18 de março de 2026 às 11:28
A corda que conduz milhões de fiéis durante o Círio de Nazaré continuará sendo produzida no Pará em 2026. A Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) renovou a parceria com a Companhia Têxtil de Castanhal (CTC), responsável pela fabricação do item que será utilizado nas procissões da Trasladação e do Círio.>
O acordo foi firmado no último dia 6 de março, em Castanhal, com a presença de representantes da diretoria da festa, incluindo o coordenador do Círio 2026, Antônio Sousa. A proposta é manter a produção local e garantir melhorias na estrutura da corda, especialmente nos nós e argolas, que receberão reforço para aumentar a segurança durante as romarias.>
Produzida com fibras de malva amazônica, a corda terá 800 metros de comprimento, divididos em duas partes de 400 metros, uma para cada procissão, além de 60 milímetros de diâmetro e 32 pontos de fixação entre nós e argolas. A entrega está prevista para setembro.>
A fabricação envolve um processo que começa no campo, com o cultivo da malva em municípios do nordeste paraense, e passa por diversas etapas industriais até chegar ao produto final. Cerca de 300 produtores rurais participam da cadeia produtiva, além de dezenas de trabalhadores na indústria têxtil.>
Desde 2023, a corda passou a ser feita com matéria-prima regional, substituindo o sisal utilizado anteriormente. A mudança trouxe mais conforto aos promesseiros e valorizou a produção local, sem comprometer a resistência. Testes apontam que o material suporta até cerca de 9,3 toneladas de tração.>
Símbolo de fé e tradição, a corda faz parte do Círio desde 1885 e representa o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os devotos. Para 2026, a expectativa é que o item mantenha sua importância e continue sendo um dos elementos mais marcantes da maior manifestação religiosa do Pará.>