“O verdadeiro manto de Nossa Senhora é Jesus Cristo”, afirma arcebispo de Belém

Dom Júlio Endi Akamine falou sobre o simbolismo da peça apresentada e relacionou o tema do Círio à missão de ajudar o próximo e preservar a dignidade humana

Publicado em 8 de outubro de 2026 às 20:43

Arcebispo metropolitano de Belém, Dom Júlio Endi Akamine, durante apresentação do manto do Círio 2026.
Arcebispo metropolitano de Belém, Dom Júlio Endi Akamine, durante apresentação do manto do Círio 2026. Crédito: Roma News

O arcebispo metropolitano de Belém, Dom Júlio Endi Akamine, destacou o significado religioso do manto de Nossa Senhora de Nazaré durante a apresentação da peça para o Círio 2026, nesta quinta-feira (8). Segundo ele, além de representar o carinho dos devotos pela Virgem Maria, o manto remete à presença de Jesus Cristo na vida dos fiéis.

“Assim como Deus nos reveste de Cristo, nós reconhecemos que o verdadeiro manto de Nossa Senhora é Jesus Cristo. Esse é o manto de glória de Nossa Senhora”, afirmou o arcebispo.

Dom Júlio também explicou que os símbolos presentes na peça remetem à visita de Maria à prima Isabel, passagem bíblica que inspirou a criação deste ano. Para ele, o episódio representa a disposição de Maria em sair ao encontro de quem precisa de ajuda, aspecto que se conecta ao tema do Círio 2026, “Maria, Missionária que nos dá Jesus”.

O arcebispo ressaltou que a atitude de Maria deve servir de exemplo aos devotos, especialmente na atenção às necessidades do próximo. “O primeiríssimo olhar de Nossa Senhora depois de receber o privilégio de ser a mãe de Deus é de reconhecer que Isabel necessita de ajuda. E ela faz isso com alegria”, declarou.

Questionado sobre o significado de cobrir a nudez dos irmãos e irmãs, uma das obras de misericórdia da tradição cristã, Dom Júlio ampliou a reflexão para além da ajuda material. Segundo ele, o gesto também representa o compromisso de reconhecer e proteger a dignidade de cada pessoa.

“Não se trata somente da vestimenta física, se trata de devolver a dignidade, ou melhor, de reconhecer a dignidade de cada ser humano”, afirmou.