Alta no preço dos combustíveis no Brasil é impulsionada por crise no Oriente Médio

Distribuidoras aumentam valores de diesel e gasolina após disparada nos preços internacionais do petróleo

Publicado em 9 de março de 2026 às 09:15

Esta é a primeira redução no preço do combustível promovida pela estatal em 2026.
Esta é a primeira redução no preço do combustível promovida pela estatal em 2026. Crédito: Agência Brasil

Os preços dos combustíveis no Brasil subiram significativamente em diversos estados devido ao impacto do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. As distribuidoras começaram a repassar aumentos aos postos, com o diesel chegando a R$ 0,80 mais caro em algumas regiões. A alta nos preços reflete o aumento nas cotações internacionais do petróleo, especialmente após o agravamento da guerra no Oriente Médio, que afetou a principal rota de transporte de petróleo no mundo.

Desenvolvimento:

Conforme divulgado pelo site Metrópoles, postos de combustíveis em estados como Bahia, Rio Grande do Norte e Goiás já enfrentam aumentos significativos no preço do combustível. Na Bahia, o diesel registrou uma alta de R$ 0,80, enquanto na gasolina o reajuste foi de R$ 0,30. No Rio Grande do Norte, a gasolina aumentou R$ 0,30 no preço do litro, e o diesel subiu R$ 0,75, o que impacta diretamente o preço final nos postos.

A alta nos combustíveis é atribuída ao aumento nos preços internacionais do petróleo, que subiram após a escalada do conflito no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz, principal rota de trânsito do petróleo mundial, tem sido afetado pela guerra, o que gerou uma reação nos preços internacionais. O barril de petróleo Brent, que serve de referência para o mercado global, passou de US$ 80 para US$ 93 em poucos dias, o que reflete diretamente nos custos de produção e distribuição.

Política de preços da Petrobras:

Apesar dos aumentos praticados pelas distribuidoras, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços internos. A companhia segue com sua política de paridade internacional, ajustando os preços conforme a variação no mercado global, mas evitando repassar aumentos excessivos para os consumidores brasileiros. O último reajuste significativo da estatal foi em janeiro, quando houve uma redução de 5,2% no preço da gasolina.

Impactos para o consumidor:

Embora as distribuidoras já tenham repassado o aumento aos postos, o impacto direto para o consumidor varia conforme o estado e o tipo de combustível. O diesel e a gasolina, usados amplamente no transporte de cargas e veículos particulares, são os mais afetados. Especialistas alertam que a continuidade dessa tendência de alta pode resultar em aumento no custo de vida, especialmente no transporte e nas matérias-primas.