Arrecadação com “taxa das blusinhas” cresce 25% até abril e bate novo recorde em 2026

Mesmo com aumento na receita federal, governo ainda discute possível fim da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50.

Publicado em 11 de maio de 2026 às 13:46

Blusas da Shein.
Blusas da Shein. Crédito: Reprodução 

A arrecadação federal com a chamada “taxa das blusinhas” registrou alta de 25% nos quatro primeiros meses de 2026 e atingiu um novo recorde, mesmo em meio às discussões do governo sobre o possível fim da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50.

O imposto passou a ser aplicado sobre encomendas de plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress e se tornou alvo de debates entre consumidores, varejistas e representantes da indústria nacional. A medida foi criada com o argumento de equilibrar a concorrência entre o comércio brasileiro e os produtos importados vendidos por marketplaces internacionais.

Segundo dados divulgados pela Receita Federal, a arrecadação segue em crescimento desde a implementação da cobrança, impulsionada principalmente pelo alto volume de compras feitas por consumidores brasileiros em sites estrangeiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou que considera a taxa desnecessária, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a manutenção da cobrança e afirmou que ainda não há decisão oficial sobre o tema. O setor têxtil brasileiro também pressiona pela permanência da taxação, alegando concorrência desigual com produtos importados.

Por outro lado, consumidores reclamam do aumento nos preços e da perda de competitividade das compras internacionais, especialmente em produtos de vestuário, eletrônicos e acessórios.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.