Brasil bate recorde histórico de emprego com menor taxa de desemprego para o trimestre de julho

Divulgados pelo IBGE, os dados mostram que mais de 103 milhões de brasileiros estão ocupados, impulsionados pela alta no número de carteiras assinadas.

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 10:11

Brasil bate recorde histórico de emprego com menor taxa de desemprego para o trimestre de julho
Brasil bate recorde histórico de emprego com menor taxa de desemprego para o trimestre de julho Crédito: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O mercado de trabalho brasileiro acaba de registrar uma marca histórica que mexe diretamente com a realidade de quem busca uma oportunidade ou tenta melhorar de vida no país. Divulgada pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua apontou que a taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, configurando o menor patamar já registrado para esse período específico de três meses desde o início da série histórica, em 2012.

Para se ter uma ideia do avanço, o índice havia ficado em 5,8% no trimestre terminado em abril e em 5,6% no mesmo período do ano passado. Com essa queda expressiva, o contingente de pessoas desocupadas encolheu em 503 mil indivíduos, estacionando em 5,8 milhões. Além disso, o número de desalentados aquelas pessoas que simplesmente desistiram de procurar vaga por acreditarem que não seriam contratadas caiu quase 10%, chegando a 2,3 milhões.

Esse fôlego na economia refletiu de forma direta na quantidade de pessoas trabalhando, que alcançou o ápice de 103,3 milhões de brasileiros ocupados. O motor principal desse recorde veio da formalização: o país atingiu a marca histórica de 39,4 milhões de empregados com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos.

Apesar do avanço nos postos formais, o cenário ainda traz nuances importantes sobre a informalidade. O levantamento apontou que os trabalhadores sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, registrando um crescimento de 3,6% em relação ao trimestre anterior. Com isso, a taxa de informalidade subiu ligeiramente de 37,2% para 37,5%, englobando autônomos e empregadores sem CNPJ que não possuem garantias tradicionais como férias remuneradas, 13º salário ou seguro-desemprego.

No bolso do trabalhador, o rendimento médio ficou em R$ 3.762, patamar considerado estável pelo IBGE, apresentando apenas um recuo sutil de 0,7% frente ao trimestre encerrado em abril. A pesquisa da instituição, vale lembrar, monitora o comportamento de pessoas com 14 anos ou mais em todo o país, visitando centenas de milhares de domicílios para mapear o pulso real da economia e mostrar como o brasileiro vem construindo seu sustento no dia a dia.